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WardAlahra Andre
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« Responder #35 em: Ter, 21/06/2005 - 16:42 » |
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Saudações. Venho deste modo deixar mais um post não com o ânimo de levantar mais poeira, mas simplesmente de me expressar consoante penso que devo. E por favor senhores e senhoras não percam a direcção, mantenhamos tudo a nivel de discussão esotérica e relacionada à temática deste forum, e não a nivel, se bem que algo dissimulado, pessoal. Retomando o assunto referente à auto-iniciação, ou, no geral, à iniciação:
Primeiro examinemos a natureza da Iniciação, cuja raiz da palavra, vem, sim, como todos sabemos, do verbo "Iniciar", dai pressupondo que a Iniciação se relaciona com iniciar algo. Isto, é claro, não deixa de ser correcto. Aceitemos então que, o homem, podendo por intenção iniciar uma tarefa, pode auto-iniciar-se. Vejamos, porém, o cotexto em que inserimos, neste caso, a Iniciação. Transmite-se aqui o contexto esotérico, e como sabemos, o esoterismo trata de segredos não revelados ao profano. Daqui parto para o seguinte exemplo: um homem pode dedicar-se à arquitectura, por intenção, ele inicia o processo de se tornar arquitecto. Todavia, para se tornar um bom arquitecto ou aceite como arquitecto segue arquitectura, onde o leccionam. Daí, surge a questão do primeiro, o primeiro certamente construiu um abrigo com pedras, a construção das torres gémeas estava muito fora do seu alcance. Hoje, se vemos longe, como diria Isaac Newton, é por estarmos nos ombros de gigantes. O primeiro Iniciado na tradição da Wicca era Iniciado noutras tradições. Voltemos à Natureza da Iniciação: A Iniciação trata de, não só aceder a, como experienciar e tornar-se parte integrante de certos simbolos considerados como segredos. Estes segredos são segredos já de natureza. Imaginemos um exemplo, imaginemos que vos falava em grande parabola, haveriam inumeros niveis de entendimento da mesma, sabendo que esta parabola continha um grande segredo iniciático, só aquele que morreu através dos seus simbolos a entenderia, ou a entenderá. Aquilo que aterroriza o profano, é o que mais tarde revelará o sagrado ao Iniciado. Assim, tudo começa na intenção, sem duvida, para lá do Abismo eu vislumbro Iah, eu vislumbro YHVH e antevejo Eheieh, olhando o Abismo e a sua escuridão infinita eu percebo a Pirâmide, eis um objectivo (e mesmo este exemplo está tão excedentemente longe da verdade), porém, o acto de atravessar o mesmo é a Iniciação. Assim também uma pessoa se dedica, no caso a ser falado, ao Deus e à Deusa, o Deus e a Deusa acompanha-lo-ão pela trilha evolutiva. No fim, atravessar o Abismo é tornar-se na prória Cidade Das Piramides. poderá, porém, um homem fazer a travessia sem conhecer o seu Eu Individual, o seu Sagrado Anjo Guardião, a sua Vontade Plena, Equilibrio ou como o quiserem chamar? Não. Como pode o homem abrir o véu até ao mesmo? A pratica faz o mestre. Ha pouco referi Isaac Newton, homem de grandes ideias. Pergunto-me como as expressaria não houvesse um professor ensinado-o a ler e a escrever. Sim, Isaac poderia ter olhado para as letras, quem sabe, se bastante atento, imita-las, mas poderia ele percebê-las? Não. Só um deus tem o poder de se tornar num Deus, certamente! Poderá este homem saber-se um Deus sem um espelho? Sem duvida, a Iniciação é operada por um rei, por um monarca divino, e este está no nosso centro, mas o centro é, mais uma vez, mera estranha letra. Todos conhecemos o que diz a Esfinge, mas quantos o testemunhamos. Na minha experiência e na minha percepção, sem duvida, é necessário um Iniciador. O trabalho deste iniciador será, todavia, promover a indepêndencia interna e levar o aspirante ao contacto com entidades superiores dos planos internos ou como quer que o chamem. O primeiro homem, aquele que construiu um muro com pedras e se abrigou, poderia possuir mais talento do que o mais talentado arquitecto de hoje, mas as técnicas usadas presentemente, eram segredos fora do seu alcance. Na verdade, todavia, não houve primeiro, não houve ultimo, ha o Absoluto. Um homem sem duvida terá de aprender a manipular as correntes ciclicas, para atingir os estados eternos, as serpentes no Caduceu enrolam-se, conhecem-se.
Se a auto-iniciação fosse tão legitima como pretendem, existem hoje mais iniciados no ou na Wicca do que Padres. Porém existe mais maturidade em cada padre do que em todos estes adolescentes que fizeram, por vezes, um ritual de auto-dedicação sendo este quem sabe a única pratica produzida, e que leram vá-se saber, algumas paginas sobre o assunto do ou da Wicca (para mim é me indiferente o termo masculino ou femenino). Auto-dedicação não é semelhante a Iniciação. A Iniciação é a união do ego à Monada, a ponte tem de ser construida dos dois lados e sem qualquer duvida necessária é a dedicação. A Devoção! Dizia eu, sendo a Wicca uma tradição iniciática e logo de mistérios, e não tendo eu conhecimento de qualquer Iniciação concedida a Scott (ainda que o facto de eu ou de historicos desconhecerem o mesmo não revele nada, uma vez que a mesma foi escrita em palcos de silencio, e para lá das cortinas de desejo vermelhas fechadas), não ha qualquer "legalidade" por sua parte. Ouvir rumores de um assunto em particular não me concede a autoridade verdadeira para escrever livros sobre o mesmo assunto, nem de me nomear integro no mesmo. Assim, o que se desenrolou aqui foi outra coisa, que não a/o Wicca original, mas um rumor da mesma em muitas formas distorcida. Hoje em dia essa/esse Wicca ganhou numero o suficiente para que um dedicado à mesma pertença à sua egregora, onde inclusive haverá nos planos invisiveis já alguns iniciadores e nos planos fisicos, provavelmente, igualmente. Porém, essa egregora é muito distinta da original que foi fundada e celada ao exterior, se bem dotados podemos perceber a sua egregora exterior, até pertencer à mesma, a sua egrégora interior, porém, só poderá ser permitida aos Iniciados, especialmente da tradição aqui falada.
Prosseguindo ainda, nas vertentes religiosas do(a) Wicca, um crente pode ser nomeado de, como dizem, Wiccan; isto não faz dele um iniciado; Assim como um católico não é um sacerdote do catolicismo, ainda que praticante. O Padre necessita de seguir teologia, e ele é, por vezes, iniciado em alguns mistérios. Estejamos atentos, a componente ritual não faz só por si a iniciação. A iniciação é uma moret e uma ressurreição, completa, na qual a consciência se altera permanentemente. Entendo o medo aqui da hierarquia, e todos observamos os sofrimentos provindos das mãos poderosas, cujas consciências egóicas não haviam sofrido a iniciação e que corromperam e mesmo velaram os percursos que poderiam levar à mesma. Todavia, eu, anarquista de alma, proclamo que só quando todo o homem se encontrar na sua rota divina, a anarquia será bem vinda. O Poder Iniciático é de uma hierarquia, ou deverá sê-lo se verdadeira, natural, que, devido à sua naturalidade interior, em nada restringe a liberdade. A risco de que percebam ao contrário, no Ocidente o aspirante é um Iniciado após o Iniciador estar, de completo, devorado! Seja!
Visto de um prisma de baixo, creio que é tudo o que, por agora, tenho a dizer.
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