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Mind Booster Noori
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« Responder #15 em: Qui, 16/06/2005 - 18:30 » |
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Em primeiro lugar, é “o” Wicca e não “a” Wicca, é uma palavra masculina e não feminina, já que o feminino de Wicca é wicce.
Errado: um dos "truques" da Língua Portuguesa... Toda a gente diz "quero uma nata" quando vai ao café, mas está errado. Deve dizer-se "quero um nata", porque é uma forma de exprimir "quero um pastel de nata". Da mesma forma diz-se "a Wicca" pois é, implicitamentem "a religião Wicca". Também se diz "o cristianismo" ou "a [religião] cristã". “A Ordem Pagã mais antiga de Wicca é a Ordem Wicca, que no início da Década de 2000 iniciou por fim a sua difusão, de forma controlada, tendo criado uma Ordem por país, tendo Portugal a Ordem Portuguesa de Wicca (OPW). “
Mantenho as minhas sérias dúvidas sobre a veracidade da existência de tal ordem, já que não existe qualquer registo histórico fiável da sua fundação, o que levará qualquer um a assumir que esta não passa de uma fraude.
Existem várias, mas não tenho tempo de momento para te dar alguns dados que o provem. Digo apenas que personalidades como "Catarina Walk" ou "Lois Bourne" pertenceram à Ordem, que tinha inicialmente alguns membros do "North London coven", o primeiro Coven Wiccan.
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Ardath Lilith
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« Responder #16 em: Sex, 17/06/2005 - 01:37 » |
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Mind Booster Noori
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« Responder #17 em: Sex, 17/06/2005 - 11:53 » |
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Saudações,
Em primeiro lugar, nem todas as tradições wiccans podem ser consideradas "religião". Para além que o termo "religião" é vago e alberga em si mesmo, diferentes tipos de religião.
Concordo. No entanto, enqianto religião, e pela lingua Portuguesa, dizer "A Wicca" é o mais correcto. Não estou aqui sequer a falar de Wicca, mas sim de Língua Portuguesa. Em relação a dita ordem, para esta se envolver de legitimidade existencial, é necessário mais do que apontar os nomes dos seus supostos membros ou sites, é necessário um historial da sua existencia baseado em factos historicos. Até isso acontecer, tal ordem é publicamente um fantasma e provável fraude.
Fraude não é, mas aceito as reservas :-) Quanto a ser "publicamente um fantasma", sempre assim foi desde a sua criação. É uma Ordem fechada, sem necessidade nem vontade de se tornar "pública", o que só lhe traria desvantagens.
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Ardath Lilith
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« Responder #18 em: Sex, 17/06/2005 - 17:30 » |
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Titania
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« Responder #19 em: Sab, 18/06/2005 - 11:59 » |
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Ardath Lilith Só uma adenda em relação ao género da palavra "Wicca": Penso que, embora originalmente a palavra Wicca em inglês antigo tivesse o significado de Bruxo (a male witch), as palavras "Wicca" e "Wicce" sofreram uma evolução no Inglês moderno, resultando tão só na palavra "Witch". Em Português, dizer-se "A" Wicca, responde muito razoavelmente às nossas questões e necessidades, porquanto o que interessa realmente (além do aspecto gramatical, como Mind Booster Noori referiu) é a mensagem que a palavra transmite e que é - para mim pelo menos - Religião / Convicção / Magia / Lei / Natureza / Crença, tudo palavras femininas. (É certo que poderia arranjar muitas outras masculinas mas penso que esse assunto já entra noutro tipo de debate que se refere mais a opiniões pessoais) BB 
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MacLord
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« Responder #20 em: Sab, 18/06/2005 - 14:35 » |
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MM
Independentementte de "discussões" académicas, que na prático não nos levam a lado nenhum a não ser a meros exercicios de retórica, que muitas vezes reflete unica e exclusivamente conhecimentos livrescos, como se os livros, independentemente de quem os escreve, constituissem só por si verdades absolutas, ainda assim não posso deixar de mais uma vez manifestar o meu total desacordo para com algumas afirmações com as quais não me identifico nem nunca me identificarei na medida em que não reconheço a ninguém a posse da Verdade Absoluta", o que so por si se revela em contradição com o proprio espirito da Arte, assim como mais não seria uma manifestação de total incoerência, pelo menos no que me diz respeito.
Em primeiro lugar reconheço a importancia de Cunnignham, embora porém não veja nos seus escritos a profundidade que gostria de ver, mas valorizo a clareza sem pejos ou intenções pseudo-herméticas que se encontram em muitos autores ditos "bons".
Com efeito, e como uma primeira abordagem, Cunnigham cumpre a sua fução, cabe ao estudante ficar-se nele ou então procurar ir mais longe, nem me vou pronunciar sobre o argumentos que dizem respeito a questoes de ordem semântica, pois são irrelevantes, e até muitas vezes justificáveis pelo menos em parte devido ao facto das suas obras traduzidas para portugues como é óbvio tem que recorrer ao vocabulário concreto e prático da lingua para a qual se traduz; por outro lado não me choca minimamente a existencia de expressões tais como "orar", "rezar", "senhor" etc, etc. uma vez que as mesmas fazem parte da maioria das convições religiosas existentes, e aliás se agarrarmos em alguns textos originais tais como as Charges e outros textos de variados autores e proveniências, seja da Deusa seja do Deus essas expressões contram-se lá e não é pelo facto de usualmente as mesmas poderem remeter para um imaginario católico ou outro que não podem ou nao devem ser utilizadas.
Aliás mesma incongruencia encontra-se no "incrivel" manifesto que apareceu a algum tempo aqui num texto Absurdo sobre a necessidade da desbaptização, como se os aspectos religiosos pessoais fossem meros programas informáticos sujeitos ao "instal" e ao "uninstal".
Quanto á questão da auto-iniiação, também aqui estou em total e absoluto desacordo com a tese da sua impossibilidade, alias penso que o argumento que a procura sustentar, tem a ver com a necessidade de prepetuar Caminhos / Tradiçoes e querer prepassar a ideia que fora deles nada pode existir, o que não me parece linear e racionalmente viável numa comunidade tão variada como a que ousamos querer pertencer.
Alias o tema levado ao seu extremo, levaria ao já conhecido argumento sobre quem iniciou o primeiro, nao colhendo fundamento o argumento de que foram os espiritos, uma vez que o primeiro pode auto-iniciado sem ter no momento conhecido essa vontade implicita ou explicita por parte dessas entidades sejam elas quais forem, existam elas ou não.
Este já vai longo, e muito mais poderia a acrescentar e a desenvolver, mas pessoalente questões inelectuais sobre quem nasceu primeiro, não me atraiem, uma vez que não passam de meros exercicios de retórica académica.
Talvez fosse muito mais interessante e importante partilharmos experiencias concretas, vivências, ideias proprias, muito provavelmente teriamos todos muito mais a ganhar.
É obvio que existem diferenças entre Cuningnham e os Farrar, assim como também existem diferenças entre estes e o proprio Garder ou mesmo entre todos eles com todos os outros, mas daí a acusar-se alguem de uma "falta de cultura" é manifestamente exagerado revelando extremismo de conceitos e concepções que denotam a crença em verdade absolutas e unicas, como se a propria existencia de tantos Caminhos / Tradiçoes não demonstrasse á evidência exactamente o contrário: nao existem verdades absolutas e únicas, mas smplesmente caminhos, caminhos que respondem ao patamar evolutivo em que cada um de nos se encontro no momento, tão simples como isso.
Reafirmo uma vez mais a Importancia da Auto-Iniciação uma vez que para mim o termo iniciar significa começar e tanto posso começar sozinho quer acompanhado, sem a necessidade de depender de intermediários entre mim e "as divindades" (alias esta foi uma das razoes bem desenvolvidas por Lutero, Erasmo, Damião de Góis e muitos outros e que conduzio á ruptura com a Igr. Católica que não abdicou da pretensa prerrogativa de se assumirem como os unicos detentores da verdade).
Reafirmo novamente que não acho que Cuningham seja um "burro cultural" até porque uma afirmação dessas Pressupõe que Quem a Imite Prove por A+B o seu Reconhecimento Enquanto Autoridade Na Matéria, o que me parece que Não É o Caso, e também pq o citado autor não o é, e basta estar atento quando se está ler para nos apercebermos disso.
Penso que cumpre com objectividade o seu papel, e o mesmo autor despertou milhares de consciencias para um conjunto de fenomenos particulares a cada um dos seus leitores, que lhes abriu as portas para uma Caminhada, coisa que nem todos os outros consagrados autores o fez até pq o seu objectivo não era falarem para todos, mas sim para um numero restrito.
Alias tenho serias duvidas que alguem tenha começado logo por ler Farrar e outros, no despertar da sua Caminhada.
Mas reconheço que o mesmo autor não é "profundo" seja lá isso o que signifique, na medida em que não desenvolve os temas, mas por acaso já repararam no que o autor diz nas introduções??? ele proprio afirma que o seu objectivo (pelo menos nas obras que já li dele) não é o aprofundamento.
Mas se sei agora que ele não aprofunda, foi porque foi ele que me motivou para ir mais longe. Não são os professores ctedráticos que nos mostram os caminhos, mas sim os professores do jardim infantil da primária e do básico.
Donde aqui lhe presto a minha mais viva e sincera homenagem!!!!
Sendo assim parece-me uma mera gratuitidade as acusações que lhe são lançadas.
Quanto á importância das traduções línguisticas nem me pronuncio mais do que o fiz, uma vez que uma especialista nesse exercício já se pronunciou aqui e com a qual concordo em absoluto.
Mais tarde poderei voltar ao tema se esse for o caso.
"Mil são os Meus Nomes, mas no fim Sou o UM"
BB )O(
MM
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gothicrose
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« Responder #21 em: Sab, 18/06/2005 - 16:31 » |
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Saudações,
Em relação a obra de Cunnigham, não é demais frisar a sua falta de cultura. Aliás, a obra dele, o que inclui todos os seus livros com a excepção dos sobre ervas, é um disparate do principio ao fim. Não é simplesmente fraco, é péssimo! Cunnigham é o padroeiro de uma cultura comercialista e de baixa qualidade de wicca. Se quiser, leia a obra dos Farrar, Gardner e Murray, e depois compare, vai notar uma diferença abismal entre estes autores de incontestavel valor e o Cunnigham.
Ardath Lilith Viva, Ardath Agradeço a sua observação. Assim o farei pois encontro-me, ainda :chin: , em estudo e, óbviamente, a pesquisa é obrigatória para poder comparar e chegar a uma conclusão. Pode me sugerir algum título destes autores para começar da melhor forma? Blessed Be
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gothicrose
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« Responder #22 em: Sab, 18/06/2005 - 16:46 » |
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MM
Independentementte de "discussões" académicas, que na prático não nos levam a lado nenhum a não ser a meros exercicios de retórica, que muitas vezes reflete unica e exclusivamente conhecimentos livrescos, como se os livros, independentemente de quem os escreve, constituissem só por si verdades absolutas, ainda assim não posso deixar de mais uma vez manifestar o meu total desacordo para com algumas afirmações com as quais não me identifico nem nunca me identificarei na medida em que não reconheço a ninguém a posse da Verdade Absoluta", o que so por si se revela em contradição com o proprio espirito da Arte, assim como mais não seria uma manifestação de total incoerência, pelo menos no que me diz respeito.
Em primeiro lugar reconheço a importancia de Cunnignham, embora porém não veja nos seus escritos a profundidade que gostria de ver, mas valorizo a clareza sem pejos ou intenções pseudo-herméticas que se encontram em muitos autores ditos "bons".
Com efeito, e como uma primeira abordagem, Cunnigham cumpre a sua fução, cabe ao estudante ficar-se nele ou então procurar ir mais longe, nem me vou pronunciar sobre o argumentos que dizem respeito a questoes de ordem semântica, pois são irrelevantes, e até muitas vezes justificáveis pelo menos em parte devido ao facto das suas obras traduzidas para portugues como é óbvio tem que recorrer ao vocabulário concreto e prático da lingua para a qual se traduz; por outro lado não me choca minimamente a existencia de expressões tais como "orar", "rezar", "senhor" etc, etc. uma vez que as mesmas fazem parte da maioria das convições religiosas existentes, e aliás se agarrarmos em alguns textos originais tais como as Charges e outros textos de variados autores e proveniências, seja da Deusa seja do Deus essas expressões contram-se lá e não é pelo facto de usualmente as mesmas poderem remeter para um imaginario católico ou outro que não podem ou nao devem ser utilizadas.
Aliás mesma incongruencia encontra-se no "incrivel" manifesto que apareceu a algum tempo aqui num texto Absurdo sobre a necessidade da desbaptização, como se os aspectos religiosos pessoais fossem meros programas informáticos sujeitos ao "instal" e ao "uninstal".
Quanto á questão da auto-iniiação, também aqui estou em total e absoluto desacordo com a tese da sua impossibilidade, alias penso que o argumento que a procura sustentar, tem a ver com a necessidade de prepetuar Caminhos / Tradiçoes e querer prepassar a ideia que fora deles nada pode existir, o que não me parece linear e racionalmente viável numa comunidade tão variada como a que ousamos querer pertencer.
Talvez fosse muito mais interessante e importante partilharmos experiencias concretas, vivências, ideias proprias, muito provavelmente teriamos todos muito mais a ganhar.
É obvio que existem diferenças entre Cuningnham e os Farrar, assim como também existem diferenças entre estes e o proprio Garder ou mesmo entre todos eles com todos os outros, mas daí a acusar-se alguem de uma "falta de cultura" é manifestamente exagerado revelando extremismo de conceitos e concepções que denotam a crença em verdade absolutas e unicas, como se a propria existencia de tantos Caminhos / Tradiçoes não demonstrasse á evidência exactamente o contrário: nao existem verdades absolutas e únicas, mas smplesmente caminhos, caminhos que respondem ao patamar evolutivo em que cada um de nos se encontro no momento, tão simples como isso.
Reafirmo uma vez mais a Importancia da Auto-Iniciação uma vez que para mim o termo iniciar significa começar e tanto posso começar sozinho quer acompanhado, sem a necessidade de depender de intermediários entre mim e "as divindades" (alias esta foi uma das razoes bem desenvolvidas por Lutero, Erasmo, Damião de Góis e muitos outros e que conduzio á ruptura com a Igr. Católica que não abdicou da pretensa prerrogativa de se assumirem como os unicos detentores da verdade).
Reafirmo novamente que não acho que Cuningham seja um "burro cultural" até porque uma afirmação dessas Pressupõe que Quem a Imite Prove por A+B o seu Reconhecimento Enquanto Autoridade Na Matéria, o que me parece que Não É o Caso, e também pq o citado autor não o é, e basta estar atento quando se está ler para nos apercebermos disso.
Penso que cumpre com objectividade o seu papel, e o mesmo autor despertou milhares de consciencias para um conjunto de fenomenos particulares a cada um dos seus leitores, que lhes abriu as portas para uma Caminhada, coisa que nem todos os outros consagrados autores o fez até pq o seu objectivo não era falarem para todos, mas sim para um numero restrito.
Alias tenho serias duvidas que alguem tenha começado logo por ler Farrar e outros, no despertar da sua Caminhada.
Mas reconheço que o mesmo autor não é "profundo" seja lá isso o que signifique, na medida em que não desenvolve os temas, mas por acaso já repararam no que o autor diz nas introduções??? ele proprio afirma que o seu objectivo (pelo menos nas obras que já li dele) não é o aprofundamento.
Donde aqui lhe presto a minha mais viva e sincera homenagem!!!!
Sendo assim parece-me uma mera gratuitidade as acusações que lhe são lançadas.
Quanto á importância das traduções línguisticas nem me pronuncio mais do que o fiz, uma vez que uma especialista nesse exercício já se pronunciou aqui e com a qual concordo em absoluto.
Mais tarde poderei voltar ao tema se esse for o caso.
"Mil são os Meus Nomes, mas no fim Sou o UM"
BB )O(
MM MacLord :hail: :hail: Completamente de acordo. Já ouvi, inclusivamente, dizer que Cunningham implantou uma "Wicca de Coca-Cola", o que acho um perfeito exagero. O importante será termos a flexibilidade de conhecer Cunningham, Farrar e outros, para que a nossa própria ideologia seja formulada. Se não lermos Cunningham também não podemos afirmar que se trata de um autor com baixa cultura na matéria... Afinal, também foi necessário, para muitos de nós, percorrer um caminho profundamente ligado ao Cristianismo ou outras religiões e filosofias para podermos, algures, tomar a decisão de adoptar outra filosofia e forma de pensar. Posso, a partir de agora, acarinhar a Wicca, mas não vou anular as suas raízes. BB
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Ardath Lilith
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« Responder #23 em: Sab, 18/06/2005 - 17:32 » |
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gothicrose
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« Responder #24 em: Sab, 18/06/2005 - 18:11 » |
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“Engoli uma notável poção de veneno.
- Três vezes seja bendita esta riquíssima ideia! – As entranhas ardem-me. A violência da peçonha galvaniza-me os membros, desfigura-me, atira-me por terra. Morro de sede, sufoco, não posso gritar. É o inferno, a pena capital. Vede como as chamas cobrem tudo! Ardo bastante bem. Aplica-te Demónio” Estava eu a sonhar com uma conversão à ventura e ao bem, a salvação. Poderei descrever tal visão? O ar do inferno não suporta hinos! Eram milhões de criaturas amáveis, um suave conluio espiritual, a força e a paz, as nobres ambições, que sei eu? As nobres Ambições. E é ainda a vida! – Se a danação é eterna! Um homem que quer mutilar-se está danada e bem danado, não é assim? Imaginar o inferno é ser inferno. É o cumprimento do catecismo. Sou escravo do meu baptismo. Ó família minha, fizestes o meu infortúnio e fizeste o vosso. Coitadinho do inocente – O inferno não pode engolir pagãos – É ainda a vida! Mais tarde, as delícias da danação irão muito mais fundo. Um crime, depressa, que a lei humana me precipite no vácuo.”
, In “Uma Cerveja no Inferno”, “Noite do Inferno”, Jean-Arthur Rimbaud, tradução por Mário Cesariny.
Dizem-me que cultura académica, não leva a lugar algum. Dir-me-ão também que Cultura Geral, leva a nada? Rio-me se assim for. Querem fazer-se estudantes de esoterismo, sem cultura? Terá existido algum ocultista, que na sua juventude não tenha saboreado as obras literárias dos grandes poetas malditos? Se assim é, terão existido então inúmeros ratos mascarados de gatos. Cultura, meus caros, seja académica ou não é obrigatória para qualquer um que se interesse por esoterismo, que queira evoluir nesses caminhos. Minimizar a importância de qualquer tipo de cultura, face ao estudo do ocultismo, é pré-anunciar a morte do espirito. Um esoterista, é antes de mais, alguém que sofre de uma insuportável sede de conhecimento, não são aqueles que nascem amarrados intelectualmente a livros rascas de ocultismo, mas antes aqueles, que se deixaram render pela sede de conhecer. Que leram por gosto e nunca por obrigação, e que mais tarde ou mais cedo, se interessaram pelas tradições esotéricas e que alimentaram esse interesse com investigações profundas acabando por viver iniciáticamente esses caminhos.
E volta o Cunnigham a carga! De que me vale dizer que Cunnigham é mais que sinónimo de incultura? Que toda a sua obra é péssima, e que apenas servirá incondicionalmente de risota a todos os que forem minimamente cultos? E não falo em cultura esotérica, refiro-me a cultura geral mínima. Acreditam e defendem a auto-iniciação? Confesso que me divirto a imaginar tais rituais! Estarão a espera que a grande Deusa, venha pessoalmente bichanar-lhes aos ouvidos os segredos e símbolos iniciáticos do Wicca? Terei eu de dar novamente o exemplo dos símbolos pantaculares da tradição? Para de novo explicar o mais simples e básico? Que um indivíduo que se inicie, e que a priori desconheça a realidade iniciática e mistérica do Wicca, quando acabar o malfadado ritual, continuará a não saber nada? Que “iniciação” é esta? Iniciação impõem uma mudança, uma transformação e não o resultado meramente emocional, de um pseudo-wiccan que se auto-inicia para se sentir perto dos deuses. Se o que querem, é fazer rezas aos deuses, fazer-lhes promessas e declararem que são seus “instrumentos divinos”, mantenham-se no Cristianismo Católico. Isso não é nem nunca será Wicca, como este era visto originalmente.
E agora falemos da “Desbaptização” que alguns acham tão anedótica. O que é o baptismo? O Baptismo, meus caros, é a purificação do pecado, que todos nos trazemos ao nascermos, e que se resume ao simples facto dos nossos pais terem mantido relações sexuais, aliás, das quais somos produto final. Isso é um grande pecado! Imaginem, os vossos pais fizeram sexo, e a vossa mãe engravidou de vocês, e por esse enorme delito vocês devem ser purificados, caso contrário, se morrem sem baptismo irão todos arder no sacro inferno. É isto o baptismo para a Igreja Católica. Socialmente é um rotulo. Todos somos educados dentro dos condicionamentos de uma moral cristã. O Desbaptizamento nada mais é que legitimar o corte final, que todos os que se dizem pagãos já terão feito internamente. É marcar uma posição social. É dizer: “eu não compactuo com o que julgo pessoalmente como errado”. Claro que todos temos a liberdade de o fazer ou não, e a cada um de nós cabe tal decisão. Patético é recriminar-se publicamente, a possibilidade que existe de tal ser feito. Pois ideologicamente, tal acção faz todo e qualquer sentido, e apenas alguém que desconhece as diferenças entre Paganismo e Cristianismo, e mesmo assim se diz pagão sem nunca abandonar totalmente ideais cristãos, é que pode dizer que tal processo é estapafúrdio. E isso meus caros, é o que Nietzsche, chama na sua sapiência assustadora: fracos de espirito.
Por fim o papel do Cunnigham, foi multiplicar as donas-de-casa os adolescentes incultos e gente depressiva e que prefere ver a vida num plano falsamente cor-de-rosa, que se dizem sem serem, wiccans. Multiplica-se a massa ignorante. Gostam de Cunnigham, sim senhora muito bem, acham que é um bom principio? Melhor ainda. Continuem. Eu não me pronunciarei mais sobre o tema. Cunnigham é simplesmente um americano falido, que escreveu mais de 30 livros para sobreviver, alimentando-se da burrice crónica das donas de casa americanas, que entre bolinhos e revistas cor-de-rosa compravam os seus livros, para se contactarem com a “deusa mamã”, e que para alegria de toda a comunidade Wicca verdadeira, faleceu de sida em 1993.
Ardath Lilith Ok, Ardath Acho admirável a sua capacidade argumentativa e a paixão sobre o assunto é visivelmente profunda. Se eu gosto, ou não, de Cunnningham, cabe-me a mim decidir. Acho sensato ter em mente as regras de funcionamento deste forum para que o discurso não se "desvie". É desnecessário denegrir a imagem do escritor que já nem se encontra entre nós para se defender. O facto de ter falecido com o vírus da sida não significa que não tenha tido o seu papel na sociedade. GR
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Venctus
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« Responder #25 em: Sab, 18/06/2005 - 18:53 » |
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Ola a todos. Eu concordo com o Maclord quando diz que existe varios caminhos certos para serem percorridos. Quem sou eu pra julgar os caminhos que as outras pessoas levam sao errados ou certos?
Ja li Cunnningham e gostei, inda nao li Farrar pois agora ando ocupado com outras coisas. Agora se essas donas de casa e esses jovens sao incultos por lerem Cunningham e kererem ficar por ai e nao desbravar ainda mais o conhecimento, axo isso 1cadito puxado. Cada pessoa e culta a sua maneira.Como ja disse anteriormente, ha varias maneiras de percorrer este caminho k e a vida. Depois cada 1sera julgado pelo que fez e nao pelo que nao fez. Eu nao sou ninguem pra julgar ninguem.
Cada um entra em contacto com a Deusa e o Deus da maneira que lhe bem entender e como se sentir melhor.Se se sentirem melhor por fazerem um ritual de auto-iniciaçao, quem sou eu pra dizer que isso ta certo ou errado outra vez? Axo k aki o k prevalece sera o bem estar da pessoa que o faz ou nao o faz. E a minha opiniao. E como opinioes ha muitas...
Nao tava a imaginar este topico com tanto movimento... Epra verem qua as pessoas veem as coisas de maneira diferente umas das outras...
BB
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MacLord
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« Responder #26 em: Sab, 18/06/2005 - 21:34 » |
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MM Ora vejamos:
1. até gostei do texto que colocou no inicio do seu post, apesar de o mesmo se encontrar completamente descontextualizado. De facto convém contextualizar as situações para não cometermos erros grosseiros e obviamente evitaveis.
Por outro lado como a sabedoria popular costuma dizer: "Quem faz a cama que se deite nela" e esta é a minha resposta á mensagem pessoal que me foi lançada pelo testo citado.
2. Em nenhum lado afirmei que as questões teóricas/académicas são de todo escusadas e sem valor. Se essa foi a sua interpretação, esse problema é seu e demonstra que não está tão atenta como pretende mostrar que está. Mas esse, repito, é um problema seu. Fruto provavelmente de uma visão demasiado determinista e fundamentalista.
Mais, de facto qualquer coisa na vida que se relaccione com o conhecimento, seja ele qual for, seja sobre que matéria for, implica como é óbvio variados postulados teóricos, aliás o que seria do conhecimento se a teoria seja académica ou não, não existisse.
O que eu afirmo, e repito de forma clara, incisiva, concreta e objectiva é que essas discussões pouco ou nada acrescentam ao que podemos ler em todos os livros, e que este não é o local próprio para discussçoes meramente especulativas onde se anda a discutir sobre as origens semanticas das palavras, femininos ou masculinos situação que a meus olhos, entendo ser supérfula, e descabida de sentido objectivo quanto aos objectivos que nos unem.
Quero lá saber se wicca se pronuncia "vica" quero lá saber qual é o feminino ou o masculino do termo, perder tempo com assuntos como esses é na minha prespectiva um desperdicio de energias que acabam sempre por se assumirem como um circulo vicioso inconsequente do qual so se sai, ou pelo silencio ou então pelo recurso a outras formas de actuação.
Nunca repito bem alto, NUNCA afirmei que o academismo não é necessário, e se tal for o caso desafio-a a demonstrar-me onde e quando o afirmei.
Donde por favor nao coloque na "sua boca palavras ou afirmaçãoes que eu nunca produzi!".
3. Quanto a Cuningham, sobre este assunto mais nada tenho a dizer, uma vez que perante visões redutoras e radicalizadas não pode nascer luz, aceito que não goste do homem, aliás quero lá saber se gosta ou não gosta.
No entanto quero novamente repetir uma passagem do meu post anterior, que (mais um) lhe passou intecionalmente ou não despercebido, mas eu repito para que não passe novamente despercebido:
Não disse que Cuningham é géneo, supra-sumo, detentor de sabedoria universal como parece que nos quer convencer que ele o faz o que é falso, releia cuningham sem preconceitos e talvez nessa nova leitura não omita elementos essenciais que lhe recordei quando lhe disse anteriormente que nem o proprio Cuningham tem essa visão de si proprio nem é esse o seu objectivo, mas disse e repito > Cuningham pode ser um excelente ponto de partida, mas é um ponto de partida somente, que culpa tem o homem que os seus leitores se fiquem por aí???
Mais uma vez a sua interpretação que eu respeito, respeitando-a não a aceito e confronto-a directamente a dizer-nos onde e quando por palavras que possamos ver o autor se arroga ser aquilo que de que o acusa!
Mas já quero saber quando utilizando o tema procura passar uma visão redutora do tema, colocando-se num pedestral intocável como se a sua verdade fosse superior á minha ou a de muitos mais, e que por isso passe a mensagem sublimar por vezes, outras de forma explicita, de que sou imbecil ao ponto de não aceitar o pensamento do outro pelo simples facto de que ele não me agrada.
O que digo, é que atitudes radicais intrangigentes pelo menos no que me diz respeito não são bem vistas, enquanto posturas discordantes sem recurso a veborreia discursiva já as admito.
O mundo não gira em torno do seu umbigo. E muito menos como referi no meus post anterior lhe reconheco qualquer autoridade na matéria até que mo prove de forma irrefutável, até lá limitarei a procurar crescer alguma coisa com o que diz tal como o faço com qualquer outro ser humano com quem me cruzo seja onde for, respeitando a sua individualidade enquanto ser humano; nesse caso serei o primeiro a coloca-la num pedrestal da sabedoria e agir como um vassalo age perante o seu suserano, mas mesmo assim reservarei intacta a minha capcidade de escolha e de livrte arbitrio
4. Nenhum dos aspectos que apontei no post anterior foi alvo de uma critica construtiva infelizmente pois estava á espera de poder com o debate (pensava eu que era um debate) crescer mais um pouco, mas ao que parece não sou digno de aprendizagem por quem se arroga no direito de denigrir autores, contrariar sem fundamentação lógica clara o que lá foi produzido.
Muito provavelmente porque se calhar os aspectos que referi foram considerados inúteis, descabidos de racionalidade, como já me foi apontado noutro post seu, e portanto não sendo eu merecedor de poder ascender a tal nível de sabedoria tenho que me calar.
Teria, porque não me calo, pela simples razão que não lhe reconheço qualquer tipo de posse da Verdade Absoluta.
A sua verdade não é mais nem menos do que a minha, e pensava eu que era essa variedade de pensamento, de ideias que fazia a riqueza da wicca mas acho que me quer convencer que de facto a variedade é sinómimo da morte da wicca...enfim....
5. Interessante é de ver que para si ser-se dona-de-casa, ou adolescente é ser-se sinónimo de estupidez mental ou no minimo de falta de cultura...a isso so posso responder de uma maneira:
É de facto Triste ver alguém que diz ter 19 anos ter já tanta sabedoria e conhecimento para ter conseguido formular tal tese.
Pois conforme lhe demontrei acima é muito rebuscadoa tese de responsabilizar Cuningham pelo facto dos seus leitores (alguns) não terem seguido em frente e andarem a pavonearem-se na rua com rotulos de Wiccans. Não digo que isso não acontece, pois acontece em Wicca quer em qualquer outro assunto que possamos arranjar.
O que eu digo é que essa visão extremista, irredutivel, provavelmente é mais prejudicial á Wicca do que o é Cuningham, uma vez que provoca visões distorcidas na medida em que falamos de uma vertente que se assume pela variedade e a mensagem que prepassa no seu discurso é exactamente a contrária.
Das duas tres, ou fala de cor ou então não sabe do que fala, se quiser posso provar-lhe exactamente o contrário, alias nem vou provar tal aberrante falsidade, pois a vida se encarregará de lhe demonstras o erro brutal que acabou de cometer assim como mais uma das suas injustiças académicas.
Poderei voltar ao tema se tal se revelar necessário.
P:S.: só mais uma notazinha dentro do tal Cristianismo Católico Não existem Deuses, uma vez que estamos na presença de uma confissão Monoteísta, donde Não Se Entender a ligação que faz entre Deuses e a referida confissão. quando aconselha que quem os quer seguir devia continuar no seio do dito Critianismo Católico.
BB )O(
MM
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Mysterium Coniunctionis
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« Responder #27 em: Sab, 18/06/2005 - 21:53 » |
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Saudaçoes! Ardath Lilith,concordo contigo na tua argumentação, acho que realmente muitos que se dizem wicans ,continuam a ter uma visão estrutural tipicamente religiosa do esoterismo,demasiado religiosos,demasado dogmaticos,tudo na paz do Deus e da Deusa. Quando li Cunnigham,Garcia Batista,e outros que tais achei fenomenal,porque não conhecia outros.Hoje como tu ,acho-os muito pobres. Mas foi preciso lêlos primeiro e ler depois os outros para formar essa ideia. De qualquer maneira,e eu creio que tambem sabes que o mestre aparece quando o discipulo está preparado,dai deves ter em atenção que existem diversos graus de evolução e existem caminhantes que ainda precisam deles,mais tarde os abandonarão,não sejamos reducionistas. Daremos tempo ao tempo.
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É no ponto central entre o esquadro da RAZÃO e o Compasso a INTUIÇÃO que está tudo o que se perdeu.
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Venctus
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« Responder #28 em: Sab, 18/06/2005 - 22:19 » |
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Ola a todos novamente...
A essencia da Wicca e doutras religioes pagas encontra-se na natureza, debaixo duma pedra, no cimo de uma arvore, a beira rio, a beira mar, sentindo o cheiro das flores, sentindo a brisa e o vendaval nas nossas faces, sentindo toda essa energia que este belo planeta carrega, nao a encontramos nos livros. Agora se kerem procurar somente essa essencia nos livros, sao livres de o fazer mas morrem tentando conhece-la... Os livros trazem a sabedoria e conhecimento,mas falta-lhes a dita magia.
O que aki disse pode tar 1bocado descontextualizado, mas axo k perceberam o k kero passar...
Eu somente pus este Topico para os mais novos terem 1conhecimento iniciatico e ganharem curiosidade para desbravar mais conhecimento. Pois quando pus este topico estava eu a dar os primeiro passos... Poderia agora acrescentar algumas coisas, mas deixo isso a uma busca pessoal, tal como eu continuo a fazer.
BB
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Ardath Lilith
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« Responder #29 em: Dom, 19/06/2005 - 04:11 » |
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