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Autor Tópico: A wicca  (Lida 4749 vezes)
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« em: Qui, 09/06/2005 - 19:07 »

Olá a todos!
Este tópico foi apagado por lapso.
Como não tivemos forma de o recuperar, e por acaso tinhamos uma cópia, recolocamos aqui...

Desculpem.





Posted: Sun 13 Mar 2005, 1:56   Post subject:  A Wicca
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Por: NoscereLazuli

Wicca
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Conteúdo
1 Introdução Histórica
2 Definição
3 Conceitos Errados
4 Crenças
5 Objectivos

Introdução Histórica

A Wicca é uma religião neo-pagã criada pelo místico, escritor e folclorista britânico Gerald Gardner em 1951. Alguns de seus aspectos mais marcantes são: a defesa da igualdade entre os aspectos masculinos e femininos do sagrado e um grande esforço pela recuperação da religião e dos valores comuns aos povos pagãos antigos que foram combatidos ou incorporados pela Igreja Católica ao longo de sua história.

A Ordem Pagã mais antiga de Wicca é a Ordem Wicca, que no início da Década de 2000 iniciou por fim a sua difusão, de forma controlada, tendo criado uma Ordem por país, tendo Portugal a Ordem Portuguesa de Wicca (OPW).


Definição

A Wicca é uma forma de neo-paganismo ou bruxaria (sendo que bruxaria é um sinônimo de paganismo, uma religião)

Venera-se o Feminino e o Masculino, encarnados sob a forma da Deusa Mãe e o Deus Cornífero. O príncipio, neste caso, é que a criação só se dá pela junção entre o Masculino e o Feminino.

A Deusa pode ser considerada uma triurde, apresentando três aspectos diferentes:

* A donzela, que representa a pureza feminina, o vigor e inocente sedução;
* A mãe, fonte da vida e protetora;
* A anciã, velha e sábia, conhecedora dos maiores mistérios da vida e da morte.

Esta adoração não é encarada por eles como levada à letra, pois os Wiccans seguem o conceito pagão de Deus ou Divindade, não como um ser mas sim como uma representação.

Apesar do que está ainda hoje presente no imaginário popular, a bruxaria é uma filosofia de vida. Uma vida em contato com a natureza, a magia e os deuses, nada tendo a ver com a figura cristã do Diabo: embora diversas culturas acreditem em demônios, o Diabo é parte da cultura cristã e o paganismo não acredita nos elementos cristãos. Na Idade Média a Igreja Católica tentava expandir seu poderio através da conversão de todos que conseguisse. A imagem de um deus com chifres e do tridente do Deus do mar (Poseidon) terminou servindo muito bem ao propósito de acabar com aqueles "hábitos" camponeses: foi a Igreja que associou essas imagens ao Diabo assim como o conhecemos hoje.

O Deus Pagão, consorte da Deusa, é símbolo de força, virilidade e fertilidade.

Em Wicca, acredita-se na lei do retorno (por vezes designada como "Três Vezes"): tudo o que fazemos invariavelmente volta para nós mesmos, e a sua filosofia de vida rege-se por vários conceitos, tais como "Faz o que quiseres, desde que não prejudique ninguém (nem a ti mesmo)".

É uma religião não hierárquica, sendo possível a auto-iniciação.
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Conceitos Errados

Para desmistificar a idéia que as pessoas têm dos praticantes da wicca, então, para evitar qualquer tipo de confusão:

* Wiccans não acreditam nem adoram o que a igreja Cristã conhece como Diabo, Satã ou Demônio;
* Wiccans não sacrificam animais ou humanos;
* Wiccans não renunciam formalmente ao Deus Cristão, apenas acreditam em outros aspectos divinos;
* Wiccans não odeiam os cristãos, a Bíblia, Jesus;
* Wiccans não são sexualmente anticonvencionais;
* Abuso de drogas ou orgias sexuais não são práticas obrigatórias ou correntes nos ritos wiccan

(Embora possam existir indivíduos ou mesmo correntes que recorram a tais práticas);

* Existem pessoas católicas na Wicca.
* Todos os Wiccanos são pagãos, mas nem todos os pagãos são Wiccanos

Crenças

Os wiccans acreditam que cada um deve cultuar a Deusa à sua própria maneira. Sem imposições ou leis escritas. Existe, porém, alguns pontos em comum entre todas as tradições:

* Convicção na reencarnação
* Consciência em relação a cidadania
* Repudio por qualquer forma de preconceito
* Servidão a Terra
* Igualdade entre homens e mulheres. Apesar das práticas focarem mais no aspecto feminino, sabemos que homens e mulheres são forças complementares.
* Ligação da vida à sazonalidade da Terra; sua reverência em rituais através de celebrações que contam as mudanças das estações do ano
* Todo Wiccano é pagão; mas nem todo pagão é Wiccano


Objectivos

Abaixo, seguem as metas que devem ser seguidas pelos praticantes da Wicca.

* Conhecer a si mesmo
* Saber sua arte
* Aprender
* Usar o que você aprendeu
* Manter o balanço de todas as coisas
* Manter suas palavras verdadeiras
* Manter seus pensamentos verdadeiros
* Celebrar a vida
* Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra
* Manter seu corpo correto
* Exercitar seu corpo e sua mente
* Meditar
* Honrar a Deusa e o Deus



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« Responder #1 em: Qui, 09/06/2005 - 19:08 »

Posted: Sun 20 Mar 2005, 19:19   Post subject:          

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O QUE É WICCA?
Este texto retirado do livro de um grande amigo, Claudiney Prieto (Lugh),é, sem dúvida, o mais completo e simples de ser entendido por aqueles que nada sabem sobre a Wicca e foi por esta razão que resolvi transcrevê-lo aqui.
A cultura celta foi uma das mais importantes culturas que predominaram na Europa milhares de anos antes da ascensão e conquista de Roma. Os celtas surgiram na Europa Central em meados do II milênio a.C. e provavelmente se originaram dos povos indo-europeus do continente Asiático, na época do Bronze Tardio e espalharam-se por todo continente europeu a partir da Idade do Ferro.
Os primeiros relatos da exist6encia dos Celtas na Inglaterra e Península Ibérica datam de 1000a. C. Começaram a ocupar as margens do rio Danúbio e Sul da Alemanha a partir de 600 a. C. O avanço das artes e da cultura céltica aconteceu na Suíça às margens do rio Neuchâtel e em La Téne. A partir daí entre os séculos III e V a. C espalharam-se por toda Europa chegando à Turquia e Ásia Menor. Pesquisadores afirmam que os Celtas permaneceram na Irlanda até a época de Cronwell, mais ou menos no século XVII.
Apesar de terem se espalhado por longas distâncias e países diferentes, a cultura celta jamais se fragmentou, pois haviam forças maiores que os unia: a língua, a arte e a religião.
A Religião dos celtas era o Druidismo, uma das religiões mais antigas do mundo. Na organização da sociedade celta, os Druidas exerciam um papel fundamental e de maior importância, já que eram os ministros da religiosidade, guardiões das tradições, cultura e da teologia. O Druidismo eram uma religião politeísta e seus ritos sempre eram realizados ao ar livre, pois os Deuses jamais poderiam ser reverenciados em templos feitos pelas mãos humanas e assim a natureza era reverenciada como a Única forma de atingir a essência das divindades.
A raiz filosófica-espiritual dos Celtas era baseada na reverência à duas Grande Divindades: a Grande Deusa Mãe e o Deus Cornífero, chamados de Ceridwen e Cernunos.
Essas duas Grande Divindades garantiam a prosperidade da descendência, da agricultura, do gado e o sucesso na guerra. O calendário céltico tinha uma estreita relação com a agricultura e os ciclos sazonais da natureza. O Druidismo ou a religião céltica pode ser exprimida como o culto à Grande Deusa Mãe, a própria natureza, em todas as suas manifestações.
Os Druidas ensinavam sobre a arte da agricultura, da cura com ervas, da caça entre outras coisas. Realizavam as festas ritualísticas em homenagem as Divindades, além de iniciarem as pessoas nos preceitos da arte da Magia.
A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Eram versados na adivinhação, onde utilizavam bastões oculares chamados de coelbren para predizer o futuro.
A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres, mais a sociedade era extremamente matriarcal. Originariamente o sacerdócio era totalmente feminino. As Druidesas eram divididas em 3 classes: a primeira vivia enclausurada para alimentar o constante fogo da Deusa Brigit. As outras 2 classes se casavam e eram as principais participantes nos rituais sagrados.
A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada na reverência à GRANDE DEUSA MÃE e ao DEUS CORNÍFERO. Os pagãos diziam que o Universo foi criado à partir do corpo e da mente da Grande Deusa. Ela é o princípio que simboliza a fecundação e a criação, Mãe de todos os Deuses. Seu filho e consorte, o Deus Cornífero, representa a fertilização.
No final da Idade de Bronze, que data de 5000 a.C. à 2000 a.C., encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Pesquisas arqueológicas trouxeram à tona diversas obras de arte, da mais antigas, que são representações humanas do arquétipo da mãe. Estas descobertas se estendem por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidades.
Estatuetas femininas esculpidas em osso, marfim, barro, argila e pedra representando mulheres nuas com longos cabelos, grandes ventres e seios, sempre foram encontradas nas proximidades de lugares sagrados e em sepulturas, significando algo sagrado e de simbologia religiosa.
Foram encontrados também alguns objetos ritualísticos com desenhos da Deusa, que pela data constatada através de testes com carbono 14, datam de 500.000 a.C., o que seriam no paleolítico inferior.
A adoração a Cernunos, filho e consorte da Deusa, também era muito difundida na Europa. Foram encontradas diversas estátuas na Suécia e em Mohenio Daro, no vale Indo, com representações do Deus Cornífero com galhos de cervo e cercado por diversos animais.
Os homens primitivos, nossos ancestrais, sempre consideraram que o poder divino que presidia a criação era feminino e não masculino, como o cristianismo impôs ao mundo. Torna-se evidente que as crenças religiosas centrais da Europa envolvia a adoração da Grande Deusa Mãe (a Terra e a Lua) e ao Deus (o sol).
Com o advento do século XXI e consequentemente da Era de Aquário, todos estes velhos conceitos estão voltando à tona e ressurge em todo mundo com uma força brutal as crenças e todo o poder da Magia dos Antigos Celtas. A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e desaparecimento ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e práticas de origem pagãs.
Talvez o mais antigo relato sobre a prática e a continuidade dos cultos da Bruxaria em nosso século, data de 1921 quando Margaret Murray publicou o livro “The Witch Cult in Western Europe”. Neste livro a famosa e respeitada Dra. Murray revelou que os cultos pagãos pré-cristãos ainda eram conhecidos e realizados em inúmeras partes da Europa. Nesta obra, mencionou que o culta a Cernunos e Ceridwen, os Deuses primordiais dos Celtas, tinha sido incorporado por inúmeros grupos Neo-pagãos atuantes da época.
Quando Robert Graves publicou em 1948 o livro “The White Goddess”, a Wicca começou a ser reavivada. Mas somente em 1951, quando a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi sancionada e Gerald Gardner publicou o famoso livros “Witchcraft Today”, que a Bruxaria explodiu e tornou-se uma religião oficial, constitucional e reconhecida por toda a Inglaterra e de lá imigrou para todo o mundo.
Desde 1979 o interesse pela Bruxaria cresceu incrivelmente, podemos notar isto através dos vários livros sobre o assunto que foram publicados desta época para cá nos EUA e na Europa.
A Bruxaria tornou-se muito conhecida e professada entre os europeus e norte americanos, porém, nos últimos dois anos houve um crescente interesse pela Bruxaria no Brasil.
A Magia Wicca surgiu no neolítico nas regiões européias entre os povos da Irlanda, Inglaterra, País de Gales, percorrendo os povos da Itália e da França. O povo Celta, ao invadir a Europa, trouxe suas crenças nativas, que se mesclaram ao conjunto de crendices da população local, dando assim início às práticas Wiccanianas. Apesar da Wicca ter criado raízes entre o povo Celta, é de suma import6ancia ressaltar que a Bruxaria é anterior à estes povos.
A palavra Wicca vem do saxão witch ou do inglês arcaico wicce que significa “girar”, “moldar”ou “doblar”. Alguns estudiosos porém, afirmam que esta palavra vem da raiz germânica wit que quer dizer”saber”. Deduzimos daí que a palavra Wicca significa a “A SABEDORIA DE GIRAR, DOBRAR E MOLDAR AS FORÇAS DA NATUREZA AO NOSSO FAVOR”, um dos objetivos da Bruxaria.
Assim como na crença Celta, na Wicca existem duas forças primárias que são veneradas nos rituais, sortilégios e petições: A Grande Deusa Mãe e o seu filho e consorte o Deus Cornífero, um ser meio homem, meio animal, responsável pelos rebanhos e pelas florestas.
A Deusa é o princípio da feminilidade, da fecundidade e da criação. Seu símbolo é a Lua e na Bruxaria ela é a detentora de 3 personalidades e 3 faces que representam o presente, o passado e o futuro; as 3 fases da Lua que são veneradas – Crescente, Minguante e Cheia; os 3 ciclos da vida – Juventude, maturidade e velhice; as 3 cores sagradas da Bruxaria – branco, vermelho e preto. A Deusa é a Grande trindade feminina de Donzela, Mãe, Anciã, tão comum nas mitologias de várias culturas antigas.
A Wicca é uma filosofia mágica de vida baseada nos ciclos da natureza, incluindo várias formas de Magia Branca e rituais para harmonização pessoal, através das forças da natureza, envolvendo o poder das fases lunares e da 4 estações do ano. Como representação primordial do ressurgimento Pagão numa versão moderna, revive o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos através de rituais, quase esquecidos, de nossos ancestrais.
A Bruxaria foi muito deturpada através dos tempos, principalmente pelo clero da igreja Católica que se sentiu ameaçada pelo seu poder, já que o Paganismo era a religião oficial da Europa, antes da chegada do catolicismo. Devido à forte influência da Bruxaria entre os europeus, a igreja promoveu a “Caça às Bruxas”, através da Santa Inquisição.
Em 330 d.C., o cristianismo foi estabelecido e imposto como religião oficial. A partir daí, muitos dos velhos rituais e Deuses que eram venerados foram abandonados. A aristocracia, sedenta em querer dominar a população e adquirir riquezas uniu sua força ao poder político da nova religião. Mas os camponeses, os verdadeiros pagãos se recusavam veementemente em aceitar a religião cristã e se o fizeram foi por extremada imposição. Mesmo assim, nunca abandonaram seus ritos, práticas mágicas e continuaram a cultura seus Deuses.
Na idade média, a bruxaria foi colocada em segundo plano e marginalizada pela igreja católica. O objetivo principal da Inquisição era acabar de vez com as crenças wiccanianas, que eram ameaçadoras à nova religião que se preocupava muito mais em enriquecer e acumular fortunas do que levar ao mundo o evangelho.
Em nenhum momento a bruxaria foi uma religião maligna ou que cultuava os poderes do mal, mas apenas uma forte crença arraigada no coração de todos os antigos europeus e que precisava ser eliminada à qualquer custo pelo cristianismo que crescia.
OS sacerdotes do início da era cristã adaptaram diversos rituais da Bruxaria, anulando desta forma o Culto Pagão pela absorção. Assim, mesmo que de forma disfarçada ocorreu um sincretismo religioso, e massacrando as Divindades e crenças antigas a religião católica ganhou forças e dominou o mundo.
A Wicca tenta trazer novamente ao conhecimento público os rituais antigos. Hoje nada pode ocorrer além disso, pois muitos dos segredos que a envolviam foram perdidos quando a Bruxaria era considerada crime. Hoje também não existe mais uma linhagem de Sacerdotes como antigamente, mais sim pessoas normais que praticam rituais antiquíssimos cuja origem se perde no tempo.
A Wicca é a prática mais antiga do mundo, a mesma que inspirou os homens a gravar caracteres rupestres nas cavernas. Por ser uma filosofia centrada na natureza e realidade de vida primitiva, muito do que se era praticado foi adaptado. Porém sua essência não foi perdida e suas práticas possuem tanta eficácia quanto às que eram praticadas no Neolítico.
A Wicca prega a liberdade de ação e expressão, ensinando o homem a compreender sua verdadeira relação com a Terra e com o que a envolve, pois segundo a crença pagão os Deuses se manifestam através de todas as coisas.
Celebrando os ciclos da natureza, as estações sazonais, as fases da Lua, os poderes do Sol e das estrelas, os Bruxos realizam seus ritos mágicos e adoram as duas grandes forças polares do Cosmos manifestadas como a Deusa Tríplice do Círculo do Renascimento e o Deus Cornífero, o fecundador da Vida.
Os Bruxos e Bruxas da Magia Wicca acreditam que essa Deusa e esse Deus estão presentes dentre e fora de nós mesmos, por isso todas as formas de vida devem ser respeitadas como expressão da Grande Divindade. Acreditando que a Terra é a própria manifestação da Deusa, nós Bruxos amamos e cultuamos a natureza ao contrário da maioria das crenças patriarcais que fizeram dos homens os maiores exploradores da Terra, colocando-os contra a natureza.
Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da Wicca contribui para o seu crescimento, tanto junto aos homens como das mulheres.
A cada dia mais e mais pessoas se voltam às práticas Wiccanianas, já que a Bruxaria é uma filosofia adequada às crises ecológicas, psíquicas e espirituais do homem moderno. Hoje centenas de milhares de pessoas vêm participando freqüentemente de Sabás, Esbats e rituais específicos da Bruxaria. Além disso, a procura por cursos e informações sobre a Wicca cresceu enormemente.
A Wicca prega o amor incondicional à natureza e por isso tem muito a oferecer ao homem da atualidade que se encontra perdido em meio ao avanço científico e tecnológico.
(TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO: Wicca – Ritos e Mistérios da Bruxaria Moderna, AUTOR: PRIETO, Claudiney/ EDITORA: Germinal/ ISBN: 85-86439-05-3)
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Wicca: desmistificando tabus
Runillon
Wicca é uma religião. Não é uma seita, tampouco um culto. A tradição, como é chamada, é uma religião de natureza xamanística, que a priori enfoca a natureza, a mulher e o homem. A Wicca - nome dado a arte da feitiçaria moderna - como religião, integra o paganismo atual ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar, contudo sua origem está no período paleolítico, o que o torna uma fé pré-cristã. Vale lembrar que o paganismo não se opõe e nem nega qualquer outra religião. O próprio termo o define como fé naturais e nativas.
Algumas observações sobre o pensamento pagão:
1 - A divindade é imanente ou interna, bem com transcendente ou externa: "Você é deusa"; "Você é Deus".
2- A multiplicidade de deuses e deusas são facetas, arquétipos de como melhor se comunicar com a força viva do todo pela personificação em partes - cria-se um elo maior com o todo criando uma conexão do amor com uma deusa chamada Afrodite, do que simplesmente usar uma face única chamada Deus. A Wicca é monoteísta, personificando a visão do todo em partes para criar mais laços com o seu próprio microcosmo.
3- A vida é para viver repleta de alegria, amor, prazer e humor. Os conceitos ocidentais de pecado e retribuição divina são considerados distorções das experiências de crescimento.
4- Com treinamento e intenção apropriados, as mentes e os corações humanos são capazes de realizar toda magia e milagres de que necessita.
5- O mínimo de dogma e o máximo de ecletismo. Os pagãos relutam em aceitar qualquer idéia sem uma investigação pessoal e que desejam adotar e usar qualquer conceito que considerem útil, independente da origem.
Os adeptos da religião Wicca são chamados de Wiccans - o termo Wiccanianos - é uma infeliz tradução - ou bruxos. Os Wiccans não aceitam o conceito de pecado original ou do mal absoluto, não acreditam num céu ou num inferno, mas somente naqueles que são as suas criações próprias.
Os Wiccans não cultuam os diabos, demônios ou qualquer entidade criada pelo cristianismo, tampouco acreditam na existência do demônio. Como a história claramente comprova, era comum o fato de deuses e deusas de uma religião serem transformados em diabos e demônios da seguinte. O diabo é um instrumento de propaganda antipagã inventada pela Igreja Cristã. Ele nunca existiu na bela literatura escrita antes do Novo Testamento. A arte é uma religião pré-cristã que já existia há muito tempo antes da Igreja ou do seu conceito de Satã. O diabo é estritamente parte do sistema de crença cristão e não da religião telúrica e de amor à natureza de Wicca.
Como religião, a Wicca possui aqueles que seguem os seus conceitos e celebram os solstícios e equinócios entrando em equilíbrio com a Mãe Natureza e os sacerdotes que além disso buscam um aprofundamento maior na sua introspeção, no estudo da magia, no estudo da arte da divinação, na estudo das ervas medicinais, enfim, nos estudos místicos para habilitar-se a realizar casamentos, batizados, aconselhamentos, curas do corpo e da alma. Conheço muito bruxos e bruxas que nunca realizaram magia.
Por isso, tabus como a bruxaria lida com o diabo, com magia negra (como se existisse cor), mata criancinhas, vive em grupos secretos não revelando que são bruxos e inúmeros outros devem ser desmistificados para não continuarmos ofuscados por superstições e crendices como na Idade das Trevas, no fim da Idade Média. Por fim, cabe explicar que não faço consultas, leio sorte, etc. Apenas me disponho a orientar no que puder aqueles que gostariam de aprofundar-se um pouco mais na tradição.


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« Responder #2 em: Qui, 09/06/2005 - 19:10 »

Posted: Fri 20 May 2005, 20:33   Post subject:  Re: A Wicca

por: Zoe

Tendo chegado agora a este mundo gostaria de saber mais informações obre a OPW? Têm site?




Posted: Fri 20 May 2005, 22:36   Post subject:          

por: NoscereLazuli

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Ola Zoe.
Tudo bem?
Eu nao tenho,nem sei de muitas informaçoes sobre a OPW,de certeza que havera por ca muitas mais pessoas que te poderao ajudar...
Ja agora tambem estou curioso...

BB
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« Responder #3 em: Qui, 09/06/2005 - 19:12 »

Posted: Sun 05 Jun 2005, 13:24   Post subject:  Re: A Wicca        

por: White_Wizard
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MM
 
A wikipedia faz referencia a OPW, mas não diz nenhuma informação em concreto....
Eu já pesquisei em tudo, mas não encontrei nenhuma informação concreta sobre a OPW...
Se alguem souber de informações diga!!  


MM
 



Posted: Tue 07 Jun 2005, 19:58   Post subject:  Re: A Wicca        

por: Ardath Lilith
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Ao ler os textos aqui fornecidos sobre o Wicca, não poderia deixar de fazer algumas observações:

“A Wicca é uma religião neo-pagã criada pelo místico, escritor e folclorista britânico Gerald Gardner em 1951. Alguns de seus aspectos mais marcantes são: a defesa da igualdade entre os aspectos masculinos e femininos do sagrado e um grande esforço pela recuperação da religião e dos valores comuns aos povos pagãos antigos que foram combatidos ou incorporados pela Igreja Católica ao longo de sua história.”

Em primeiro lugar, é “o” Wicca e não “a” Wicca, é uma palavra masculina e não feminina, já que o feminino de Wicca é wicce. Quando se diz que Wicca é uma religião torna-se de imperativa importância explicar-se de que tradição se está a falar, assim como de que tipo de religião. Enquanto o Wicca Tradicional poderá ser considerado uma Religião de Mistérios ( o que o diferencia a partida de outros tipos de religiões pagãs), o Wicca Ecléctico será apenas um sistema baseado nos ritos de passagem, despido de caracter iniciático.

“A Ordem Pagã mais antiga de Wicca é a Ordem Wicca, que no início da Década de 2000 iniciou por fim a sua difusão, de forma controlada, tendo criado uma Ordem por país, tendo Portugal a Ordem Portuguesa de Wicca (OPW). “

Mantenho as minhas sérias dúvidas sobre a veracidade da existência de tal ordem, já que não existe qualquer registo histórico fiável da sua fundação, o que levará qualquer um a assumir que esta não passa de uma fraude.


”Definição

A Wicca é uma forma de neo-paganismo ou bruxaria (sendo que bruxaria é um sinónimo de paganismo, uma religião)

Venera-se o Feminino e o Masculino, encarnados sob a forma da Deusa Mãe e o Deus Cornífero. O princípio, neste caso, é que a criação só se dá pela junção entre o Masculino e o Feminino.”

Em segundo lugar, o autor ou autores deste texto, parecem desconhecer as diferenças entre o Neo-Paganismo e o Paganismo, assim como os vários tipos de Bruxaria, assim sendo impera a questão: Ao referirem-se a Bruxaria, referem-se a Bruxaria Popular ou a Tradicional? Sendo ambas diferentes uma da outra. Partindo do principio que fariam menção a Bruxaria Tradicional, estariam totalmente errados, Wicca pouco têm em comum com a Bruxaria, não constituindo de todo um sinónimo desta!



“Apesar do que está ainda hoje presente no imaginário popular, a bruxaria é uma filosofia de vida. Uma vida em contato com a natureza, a magia e os deuses, nada tendo a ver com a figura cristã do Diabo: embora diversas culturas acreditem em demônios, o Diabo é parte da cultura cristã e o paganismo não acredita nos elementos cristãos. Na Idade Média a Igreja Católica tentava expandir seu poderio através da conversão de todos que conseguisse. A imagem de um deus com chifres e do tridente do Deus do mar (Poseidon) terminou servindo muito bem ao propósito de acabar com aqueles "hábitos" camponeses: foi a Igreja que associou essas imagens ao Diabo assim como o conhecemos hoje.”

Bruxaria seja a Tradicional ou Popular, será sempre muitíssimo mais que uma mera filosofia de vida. Este texto apenas confere uma visão minimalista da realidade, perpetuando conceitos errados que de uma forma ou de outra, mina a estrutura básica que um estudante de Wicca em principio de carreira deverá ter sobre o tema.

“É uma religião não hierárquica, sendo possível a auto-iniciação.”

A “auto-iniciação”, foi um conceito cunhado por Scott Cunnigham nos anos 80, e mantido por Raymond Buckland que por sua vez, confunde auto-iniciação com auto-dedicação, na sua obra “The Witches Book”, o que deveria ser impensável para um iniciado gardneriano e discípulo de Monique Wilson. Para terminar, não existe auto-iniciação, o conceito em si é totalmente erróneo. E prende ao facto de Cunnigham nunca ter compreendido a dimensão iniciática do Wicca original enquanto Tradição de Mistérios. Por fim, toda a sua obra de fácil acesso inclui-se numa literatura de lixo, destinada a pessoas sem o mínimo de cultura.

Em relação ao texto de Claudiney Prieto, dizer-se que do principio ao fim o texto é uma desgraça é pouco. Deixo-vos com uma critica que fiz ao referido artigo a uns meses atrás, para quem quiser ler.

Um Abraço,

Ardath Lilith
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« Responder #4 em: Qui, 09/06/2005 - 19:12 »

Posted: Tue 07 Jun 2005, 20:07   Post subject:  Re: A Wicca        
por: Ardath Lilith


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"O texto inicia-se a falar da Cultura Céltica e da sua propagação, falando também do Paganismo Celta e das supostas práticas Druidicas, das quais pouco ou nada se sabe, já que um dos únicos documentos históricos que fala sobre o Druidismo é as Campanhas a Gália de Cesár. Fala também do Culto Neolitico a Mulher, até que se sai com esta pedra no charco:
"Com o advento do século XXI e consequentemente da Era de Aquário, todos estes velhos conceitos estão voltando à tona e ressurge em todo mundo com uma força brutal as crenças e todo o poder da Magia dos Antigos Celtas. A bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e desaparecimento ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e práticas de origem pagãs. "
Em primeiro lugar, Claudiney Prieto, tenta relacionar o Wicca a Cultura Céltica, para depois a relacionar com a Bruxaria. Ambas as teorias estão erradas. Wicca é um sistema iniciático criado por Gerald Gardner nos anos 50 do séc XX, que tenta de uma forma frustada, na minha opinião, criar uma Bruxaria Moderna baseada nos poucos princípios que Gardner possivelmente conhecia de Bruxaria Tradicional, contudo, isto não quer de forma alguma dizer que Wicca e Bruxaria Tradicional são sinónimos. Muito pelo contrário, são tradições com amplas diferenças entre si.
Em segundo lugar, quando Gardner cria o sistema iniciático wiccan ele utiliza o panteão mitológico Anglo-Saxão em concordância com a Anima Loci do lugar onde vivia, Inglaterra, e não o panteão Céltico. Por sua vez, o panteão céltico será usado mais tarde pela Tradição Farrariana, de Janet e Stewart Farrar, quando estes se mudam para a Irlanda, para assim trabalharem com a alma do lugar onde passaram a residir.
Outro erro do autor é referir-se aos Wiccans como Pagãos, não somos Pagãos mais sim Neo-Pagãos.
"Quando Robert Graves publicou em 1948 o livro “The White Goddess”, a Wicca começou a ser reavivada. Mas somente em 1951, quando a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi sancionada e Gerald Gardner publicou o famoso livros “Witchcraft Today”, que a Bruxaria explodiu e tornou-se uma religião oficial, constitucional e reconhecida por toda a Inglaterra e de lá imigrou para todo o mundo. "
A Bruxaria nunca foi vista ou concebida como uma Religião Oficial e constitucional, o que aconteceu antes, é que as praticas de Bruxaria anteriormente punidas, deixaram de o ser, esta afirmação é tão patética como a de Sister Moon no seu livro "Magia Wicca" quando diz que Gardner era Empregado Doméstico e que tinha feito um ritual em pleno Parlamento Inglês para demonstrar como a Bruxaria não era uma Arte Diabólica.
"A Magia Wicca surgiu no neolítico nas regiões européias entre os povos da Irlanda, Inglaterra, País de Gales, percorrendo os povos da Itália e da França. O povo Celta, ao invadir a Europa, trouxe suas crenças nativas, que se mesclaram ao conjunto de crendices da população local, dando assim início às práticas Wiccanianas. Apesar da Wicca ter criado raízes entre o povo Celta, é de suma import6ancia ressaltar que a Bruxaria é anterior à estes povos. "
Penso que nunca li uma atrocidade tão grande a nível histórico. A Magia Wicca não nasceu de forma alguma no neolítico. O máximo que podemos ver no neolítico, é a reverência dos homens aos seus antepassados tanto femininos como masculinos, através do Culto ao Crânio, sem nos esquecermos que a primeira grande construção da Humanidade, a Torre de Jericó estava recheada de crânios que representavam a força dos seus ancestrais humanos. Ou se quiserem ir mais longe, podemos ver no Templo de Çatal Huyuk um culto a uma Deusa da Vida e da Morte, e pouco mais. Isso não narra o nascimento do Wicca, diz-nos unicamente que naquela época começou a intensificar-se a ligação do homem ao divino feminino, e nada mais.
Mais uma vez, ressalvo, algo que o autor se é autor de livros de wicca devia saber e não sabe, Wicca e Bruxaria não são sinónimos.
"A palavra Wicca vem do saxão witch ou do inglês arcaico wicce que significa “girar”, “moldar”ou “doblar”. Alguns estudiosos porém, afirmam que esta palavra vem da raiz germânica wit que quer dizer”saber”. Deduzimos daí que a palavra Wicca significa a “A SABEDORIA DE GIRAR, DOBRAR E MOLDAR AS FORÇAS DA NATUREZA AO NOSSO FAVOR”, um dos objetivos da Bruxaria. "
Vejamos uma coisa, não se pode afirmar qualquer antiguidade em relação ao Wicca, tendo apenas como base a antiguidade do nome deste sistema iniciático. Eu chamo-me Beatriz, e o meu nome é de origem latina, isso faz de mim tão antiga como as origens do meu nome? Deixarei eu de ter a idade que tenho, só por ter um nome antigo? Não me parece, com o Wicca passasse a mesma coisa, pode ter um nome antigo, mas o sistema em si é bastante novo, assim sendo, relembro uma vez mais, que nasceu nos anos 50 do século XX pela mão do seu fundador Gardner, antes dele não existia o wicca.

Continuando...

"Em 330 d.C., o cristianismo foi estabelecido e imposto como religião oficial. A partir daí, muitos dos velhos rituais e Deuses que eram venerados foram abandonados. A aristocracia, sedenta em querer dominar a população e adquirir riquezas uniu sua força ao poder político da nova religião. Mas os camponeses, os verdadeiros pagãos se recusavam veementemente em aceitar a religião cristã e se o fizeram foi por extremada imposição. Mesmo assim, nunca abandonaram seus ritos, práticas mágicas e continuaram a cultura seus Deuses. "
Isto não é completamente certo, aliás, François Lebrun na sua obra: "As Grandes Datas do Cristianismo" afirma: "O Paganismo ficava irremediavelmente condenado. Fora dos campos, onde os antigos ritos da fertilidade agrária não deixam de ser praticados, o paganismo continua a manter inúmeros adeptos entre uma elite intelectual, em nome dos valores da Cultura Clássica."
Aliás, temos como exemplo o Imperador Julião, que vai suceder a um dos filhos de Constantino, que era Pagão e que desejava fazer renascer de novo o paganismo. Em relação aos camponeses que Claudiney fala, muitos deles revestiram o seu paganismo, bastante longe do paganismo no seu apogeu idealistico, de Cristianismo. E sim o Paganismo continuou a ser cultivado por elites intelectuais, aliás, quem ler a obra de Francisco Bethencourt sobre a Bruxaria em Portugal, apercebesse que as Bruxas de Évora, não eram todas campónias sem educação.
O Paganismo fazia-se ainda sentir nas Elites, em nome, da Cultura Clássica Pagã.
"Na idade média, a bruxaria foi colocada em segundo plano e marginalizada pela igreja católica. O objectivo principal da Inquisição era acabar de vez com as crenças wiccanianas, que eram ameaçadoras à nova religião que se preocupava muito mais em enriquecer e acumular fortunas do que levar ao mundo o evangelho. "
Em primeiro lugar, não há crenças wiccans, não somos crentes em nada. Em segundo lugar, durante a Idade Média, não existiam Wiccans, e sim bruxas. Wicca só aparece nos anos 50 do século XX, e mais uma vez, me questiono, como pode um escritor de Wicca não saber isto?
"OS sacerdotes do início da era cristã adaptaram diversos rituais da Bruxaria, anulando desta forma o Culto Pagão pela absorção. Assim, mesmo que de forma disfarçada ocorreu um sincretismo religioso, e massacrando as Divindades e crenças antigas a religião católica ganhou forças e dominou o mundo. "
Não sei, sinceramente, como é que alguém consegue dar tantos erros em poucos parágrafos. Os primeiros sacerdotes, que Claudiney fala, são os chamados Padres Apostólicos, dos quais se julga que Clemente de Roma foi um dos primeiros e terceiro, segundo Ireneu de Lião, na linhagem do Apostólo Pedro, o Chefe da Igreja Católica. Contudo, estes padres Apostólicos, assim chamados pela sua ligação real ou fictícia com os Apóstolos, não são cristãos de primeira geração. A primeira comunidade de Cristãos aparece na terceira década do século I. Eles não adoptaram qualquer ritual de Bruxaria, aliás, a adaptação de determinados símbolos e D A T A S pagãos, acontece mais tardiamente e não nesta época. A ligação de alguns padres á Bruxaria como sublinha Magareth Murray, acontece na idade Média, e nunca nos primeiros séculos de Cristianismo.
"A Wicca é a prática mais antiga do mundo, a mesma que inspirou os homens a gravar caracteres rupestres nas cavernas. Por ser uma filosofia centrada na natureza e realidade de vida primitiva, muito do que se era praticado foi adaptado. Porém sua essência não foi perdida e suas práticas possuem tanta eficácia quanto às que eram praticadas no Neolítico. "
Os Homens que pintavam caracteres nas cavernas, isto é que estavam a começar a utilizar um sistema pictografico, meus caros, apenas gritavam e grunhiam. E gesticulavam, numa linguagem puramente mímica, antes de conseguirem articular sons, e mesmo quando o conseguiram, foram necessários séculos para passarem de um sistema pictografico para o ideográfico e depois para o fonético, que está na base da escrita e alfabeto. Falamos de homens cuja capacidade intelectual não esta minimamente desenvolvida, que só com o passar dos séculos é que vão iniciar um processo de evolução psíquica, agora digam-me, estão a ver esses mesmos homens a fazerem rituais e invocações aos deuses? Pior, autodenominarem-se Wiccans? No Paleolítico, com as pinturas rupestres como as da caverna de Trois Feres, poderemos ver no máximo, o nascimento da essência do Xamanismo e nunca algo tão esquematizado e estruturado como o Wicca.
Para terminar, esta minha critica a este intragável texto, apenas posso dizer que lamento profundamente, que um escritor sobre Wicca tenha coragem ou ignorância suficiente para dizer estas cabalidades e ainda lucrar dinheiro com os seus livros.


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« Responder #5 em: Qui, 09/06/2005 - 19:14 »

Posted: Tue 07 Jun 2005, 22:46   Post subject:  Re: A Wicca        
por: WardAlahra Andre

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Ainda não tinha lido, mas gostei da correcção Ardath e também não acho certo que se publique tanta informação errada. Ha muita corrupção de informação e na Wicca isso é uma constante. Agradeço-te pela atenção.
 
 



Posted: Wed 08 Jun 2005, 15:20   Post subject:  Re: A Wicca      
por: MacLord

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MM

Por agora (pois tenho muitas mais dúvidas que apresentarei depois)

Gostaria de saber qual a noção familar que existia no Neolítico e em que bases ela assenta uma vez que é referido a existência do culto aos antepassados, não me parece que se possa falar na existencia de um culto aos antepassados ja devidamente estruturado tal como o vamos encontrar entre as ditas primeiras Civilizações dos Grandes Rios.

Podemos falar sim no inicio provavel dessa pratica que depois levou as Romanos a criarem todo o sistemas dos chamados Lares mas não mais do que isso, a não ser que se confundam alguns aspectos particulares nos enterramentos do período Neolítico como uma prática de culto aos antepassados, até porque a propria noção de "familia" não se encontra ainda devidamente e definitivamente estruturada e assumida em tods as tribos do Neolítico, altura em que de facto se começa a estruturar as bases civilizacionais que se irão seguir, mas que ainda assenta em comunidades pequenase na maioria das vezes dispersas do ponto de vista geográfico.

Quanto ao tal ritual no Parlamento Inglês, nada mais fácil (não digo em definitivo) do que procurar a comprovação do mesmo nas actas do parlamento da época, que pode ser um ponto de partida para fundamentadamente se poder afirmar o sim ou o não.
Com isto não estou a querer dizer que se tenha verificado, ou não se tenha verificado, mas tão simplesmente que penso ser uma questao de promenor num contexto tão mais vasto e importante no tema.
Até porque procuro não fazer o que muitas vezes se faz em História e a que na comunidade cientifica especializada também se designa por História Julgamento o que tem conduzido a situações e dogmas que já justificaram pelo menos 1 holocausto.


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« Responder #6 em: Qui, 09/06/2005 - 19:16 »

Posted: Wed 08 Jun 2005, 22:51   Post subject:  Re: A Wicca        

por: Ardath Lilith

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Saudações MacLord,

Sobre o Culto dos Antepassados confira em:

"Nascimento das Divindades. Nascimento da Agricultura: A Revolução dos Símbolos no neolítico." - Jacques Cauvin. (Pré-historiador e director de invetsigação no CNRS.)

E basta ser ligeiramente racional para compreender que Gardner nunca fez qualquer ritual nu, no Parlamento Inglês  
Em relação ao Holocausto não me pronuncio, como aluna de História tenho uma visão bastante diferente da maioria e não vale apena comecar uma discussão por aí.

Ardath Lilith




E está restabelecido o tópico.

Mais uma vez, desculpem pela falha.  Cheesy

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« Responder #7 em: Qui, 09/06/2005 - 20:18 »

MM

de facto a racionalidade é algo vital em comunicação, sem ela ou não se comunica ou então gera-se diálogo de surdos, como a minha futura colega já devia saber, mas se esse não é o caso aqui fica a "notazinha" pois nunca é tarde...;

para além do facto da referência ao ritual ter sido feito em "nu" não ser consensual, uma vez que são varias as obras e os autores que ao referirem a situação ou são omissos ou simplesmente não mencionam esse aspecto, aliás estive a reler novamente gardner e em nenhum lado onde se encontra a refrência a essa situação se encontra mencionado esse aspecto..

Por outro lado muitos são os investigadores afectos ao CNRS seja como membros de pleno direito, sejo como membros, temporários que v~em as suas obras publicadas, sob o patrocinio da instituição. Ainda assim agradeço a referencia bibliográfica, uma vez que desconhecia a sua existência, seja da obra seja do seu autor.

A perspectiva diferente sobre o holocausto não é particular ao historiador seja qual for a corrente historiográfica em que mais se liga, aliás consoante a vertente seja ela social, enonomica, ou muito mais recentemente a vertente cultural e suas variantes determinam essas visões particulares especificas, mas que mesmo assim não são apanágio unicamente do Historiador, mas sim de todo o ser humano que em um qualquer momento se deparou com o tema e sobre ele se debruçou.

E fico-me por aqui, uma vez que a minha racionalidade parece não chegar para mais.
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« Responder #8 em: Sex, 10/06/2005 - 00:39 »

Saudaçoes!
A verdade é como diz a Ardath muita da literatura de bolso induz uma prespectiva não falsa mas distorcida e comodamente dirigida ás pretençoes da tese do autor em detrimento da verdade historica apoiada em factos.
Existem livros bons sobre o tema,recordo alguns dos que conheço e já li.
"Arquivos secretos da feitiçaria e magia negra" de Francois R.Dumas
Os classicos de Gardner,"a bruxaria Hoje" e "o significado da bruxaria"
"A feiticeiraS" e o "castigo das feiticeiras" de Jules Michelet duas obras primas em minha opinião mas um pouco romançeadas.
Os livro de M.Murray"o culto das bruxas...."e "o deus das feitiçeiras",obras embora fortemente sistematisadas para justificar a sua tese mas não deixam de ser bons livros.
Refiro ainda Leyland,Montague Summers,entre outros.
Existe também uma obra excelente de um antropolgo Basco ,Julio Caro Boroja que nos dá uma prespectiva da bruxaria no Pais Basco desde as perseguiçoes de Delancre até aos nossos dias.

Quanto a pretenção de do ou da Wicca ser remanecencia da bruxaria seja de que tempo for ,dizia,não me parece de todo.
Diz-se que em certas epocas de marasmo social certas organisações entram na clanestinidade reaparcendo proliferamente e com varios nomes,a Wicca e outras correntes é a consumação  desse principio.
Creio que a bruxaria sempre foi a contra corrente em todas as epocas e em todas as culturas
en relação aos poderes religiosos e, porque não politicos, fortemente instituidos.
Querer considerar bruxaria igual a paganismo só é verdade na medida em que ela está realmente á parte nas correntes aceites socialmente.
Assim a bruxaria era condenada pelos Romanos pagãos,foram eles alias que inventaram as fogueiras e reavidavas mais tarde no fim da idade media.
Nos Eddas é apontada "a Bruxa que está sentada a Este de Mitgard e que alimenta a raça terrivel de Fenrer..."
Canidia e Medeia as bruxas Latinas são igualmente condenadas
Na Odisseia de Homero(leiam esta...),Circe a feiticeira  transforma os companheiros de Ulisses em porcos
Entre os judeus Esau embora crente no Deus que condena as bruxas ,não se inibe de consultar uma,a bruxa de Endor, para invocar a alma do profeta Samuel sobre o desenlaçe da conquista de uma cidade.
Durante a baixa idade media a tolerancia as feiticeiras era moderada , porque desacreditadas e ainada eram uteis visto pssuirem muitos conhecimentos sobre ervas medicinais,parteiras,etc

Depois do ano mil,as pestes,o desenvolvimento das ciencias medicas de origem Árabe veio retirar-lhes alguma "utilidade".
Nesta epoca o Judaismo e o Islamismo introduzem na Europa pelos lados do Sul de Espanha algo que se disignaria hoje por Magia Ceriminial,nas vertentes da Cabala,Alquimia,Magia
influenciadas pelas escolas Gregas,e  de Alexandria.
Embora esta vertente fosse também considerada Heretica não foi tão violentamente reprimida , ao contrario a feitiçaria popular,foi quem alimentou as fogueiras até ao Sec.xVII
Ao mesmo tempo o Culto ao Diabo com assasinios rituais de crianças por parte de Madame Montespan e por Catarina de Medicis,e oficializados por pades catolicos renegados,escrevem uma pagina negra na colagem que se fez porteriormente á bruxaria popular.
Delrio,Pierre Delancre,Bodim,Torquemada,Sprenger etc.foram os carrascos
Apartir do final do sec.XVII a perseguição terminou,todas as leis sobre bruxaria foram banidas,deixou de constituir crime passando a processos civeis por charlatanice.
E é neste contexto que chegamos á nossa epoca,a bruxaria actual passa por diversas ramificaçoes
A bruxaria popular,a genuina a meu ver,continua intacta,todos os seus rituais,todos os seus preceitos,embora misturados com cristianismo muitas vezes,continua a ser o refugio dos que procuram uma possivel solução para muitos problemas ,principalmente de ordem afectiva mas não só.
Outra ,mais intelectualizada,creio que tem mais a ver com saudosistas entusiasmados pelo delirio da possibilidade de transgressão do que pela convicção naquilo que têm á sua frente e que pensam que ao aderirem a elas tão fervorosamente,tão religiosamente,já tomaram o ceu de assalto.Felizmente não são todos assim.
Muito resumidamente,para mim,a menos que me argumentem bem o contrario, é este o panorama em que se enconta a mui nobre arte da Bruxaria.
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É no ponto central entre o esquadro da RAZÃO e o Compasso a INTUIÇÃO que está tudo o que se perdeu.
Ardath Lilith
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« Responder #9 em: Sab, 11/06/2005 - 01:54 »

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« Responder #10 em: Sab, 11/06/2005 - 15:38 »

MM

Com efeito assim foi, O Santo Oficio e seus Familiares estenderam a sua acção a todos os grupos sociais, e não é raro encontrrem-se processos (na área dos reservados na TT) em que os acusados se estendem de todas as proveniências / estratos / grupos sociais, em que muitas vezes nem a alta nobreza escapa incólume á "acção purificadora" do Santo Oficio.

Uma leitura  cuidadosa de um dos grandes especialistas internacionais sobre a Inquisição, António Borges Coelho, foca precisamente essa verente, onde prepassa a ideia de que motivações de ordem económica estavam por detrás de muitas das pseudo-denuncias efectuadas.

Ainda que o até á pouco anos presidente do tribunal eclesiastico em Portugal (sim porque é necessário não esquecer que o Tribunal continua a existir no seio da Igreja, embora com acção lmitada e com atuação menos visivel), o cónego Isaias da Rosa Pereira, procurasse atenuar os processos utilizados com a existência e presença nas diversas fases dos interrogatórios de médicos que procuravam preservar o físico do réu, esquecendo-se que esse cuidado medico mais não fazia do que prolongar a agonia do réu. Enfim.....

De qualquer forma não estou a ver os familiares do SO preocupados com a distinção entre tradicionais e não tradicionais, uma vez que a sua actuação não contemplava qualquer diferença de actuação, mais do que uma discussão intlectual sobre o tema o Santo Oficio tinha um missão específica, clara por vezes, obscura noutras vezes, que determinou um conjunto de acções conducentes aos actos de fé e ao consequente confisco dos bens dos que por qualquer motivo caíam nas suas mãos.

Igualmente é necessário ter em conta o contexto em que o TSO surge na P. Ibérica, uma vez que ele justifica em parte o seu ressurgimento (ressurgimento, pq o tribunal sempre existiu no seio da Igreja desde á primórdios), mas não deixa de ser curioso a relacção que se pode estabelecer, entre o inicio (de forma visivel e palpável) da contestação ao "direito divino dos reis" e á luta que estes desencadeiam contra a estrutura da igreja no que diz respeito ao tema: sobre quem recai a autoridade de governar os povos.

De facto, se pensarmos que a igreja sentindo que o tapete em que tinha assentado até então o seu poder, começava a sr puxado, muito naturalmente deitou mão a todos os instrumentos ao seu alcance, de forma a travar o processo. Bem diz a sabedoria real: "Quem tem o poder, quer aumentá-lo, e nunca ficar sem ele."


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« Responder #11 em: Sab, 11/06/2005 - 20:15 »

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« Responder #12 em: Qua, 15/06/2005 - 11:52 »

por: Ardath Lilith
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Ao ler os textos aqui fornecidos sobre o Wicca, não poderia deixar de fazer algumas observações:

“A Wicca é uma religião neo-pagã criada pelo místico, escritor e folclorista britânico Gerald Gardner em 1951. Alguns de seus aspectos mais marcantes são: a defesa da igualdade entre os aspectos masculinos e femininos do sagrado e um grande esforço pela recuperação da religião e dos valores comuns aos povos pagãos antigos que foram combatidos ou incorporados pela Igreja Católica ao longo de sua história.”

Em primeiro lugar, é “o” Wicca e não “a” Wicca, é uma palavra masculina e não feminina, já que o feminino de Wicca é wicce. Quando se diz que Wicca é uma religião torna-se de imperativa importância explicar-se de que tradição se está a falar, assim como de que tipo de religião. Enquanto o Wicca Tradicional poderá ser considerado uma Religião de Mistérios ( o que o diferencia a partida de outros tipos de religiões pagãs), o Wicca Ecléctico será apenas um sistema baseado nos ritos de passagem, despido de caracter iniciático.

“A Ordem Pagã mais antiga de Wicca é a Ordem Wicca, que no início da Década de 2000 iniciou por fim a sua difusão, de forma controlada, tendo criado uma Ordem por país, tendo Portugal a Ordem Portuguesa de Wicca (OPW). “

Mantenho as minhas sérias dúvidas sobre a veracidade da existência de tal ordem, já que não existe qualquer registo histórico fiável da sua fundação, o que levará qualquer um a assumir que esta não passa de uma fraude.


”Definição

A Wicca é uma forma de neo-paganismo ou bruxaria (sendo que bruxaria é um sinónimo de paganismo, uma religião)

Venera-se o Feminino e o Masculino, encarnados sob a forma da Deusa Mãe e o Deus Cornífero. O princípio, neste caso, é que a criação só se dá pela junção entre o Masculino e o Feminino.”

Em segundo lugar, o autor ou autores deste texto, parecem desconhecer as diferenças entre o Neo-Paganismo e o Paganismo, assim como os vários tipos de Bruxaria, assim sendo impera a questão: Ao referirem-se a Bruxaria, referem-se a Bruxaria Popular ou a Tradicional? Sendo ambas diferentes uma da outra. Partindo do principio que fariam menção a Bruxaria Tradicional, estariam totalmente errados, Wicca pouco têm em comum com a Bruxaria, não constituindo de todo um sinónimo desta!



“Apesar do que está ainda hoje presente no imaginário popular, a bruxaria é uma filosofia de vida. Uma vida em contato com a natureza, a magia e os deuses, nada tendo a ver com a figura cristã do Diabo: embora diversas culturas acreditem em demônios, o Diabo é parte da cultura cristã e o paganismo não acredita nos elementos cristãos. Na Idade Média a Igreja Católica tentava expandir seu poderio através da conversão de todos que conseguisse. A imagem de um deus com chifres e do tridente do Deus do mar (Poseidon) terminou servindo muito bem ao propósito de acabar com aqueles "hábitos" camponeses: foi a Igreja que associou essas imagens ao Diabo assim como o conhecemos hoje.”

Bruxaria seja a Tradicional ou Popular, será sempre muitíssimo mais que uma mera filosofia de vida. Este texto apenas confere uma visão minimalista da realidade, perpetuando conceitos errados que de uma forma ou de outra, mina a estrutura básica que um estudante de Wicca em principio de carreira deverá ter sobre o tema.

“É uma religião não hierárquica, sendo possível a auto-iniciação.”

A “auto-iniciação”, foi um conceito cunhado por Scott Cunnigham nos anos 80, e mantido por Raymond Buckland que por sua vez, confunde auto-iniciação com auto-dedicação, na sua obra “The Witches Book”, o que deveria ser impensável para um iniciado gardneriano e discípulo de Monique Wilson. Para terminar, não existe auto-iniciação, o conceito em si é totalmente erróneo. E prende ao facto de Cunnigham nunca ter compreendido a dimensão iniciática do Wicca original enquanto Tradição de Mistérios. Por fim, toda a sua obra de fácil acesso inclui-se numa literatura de lixo, destinada a pessoas sem o mínimo de cultura.

Em relação ao texto de Claudiney Prieto, dizer-se que do principio ao fim o texto é uma desgraça é pouco. Deixo-vos com uma critica que fiz ao referido artigo a uns meses atrás, para quem quiser ler.

Um Abraço,

Ardath Lilith[/quote]


Olá, Ardath Lilith

Obrigada por este comentário exaustivo, saber é questionar e nenhum conhecimento é válido se não for partilhado.

Dado que comecei por ler uma obra de Scott Cunningham, é óbvio o meu espanto ao verificar a análise efectuada aos escritos do autor. Sou recém chegada nestas lides, estou em estudo e ainda tenho muito a aprender e reflectir. Tenho de discordar, no entanto, no facto de ser uma obra de fácil acesso um obstáculo.

Reconheço que sou uma novata na área, mas sem o mínimo de cultura é um pouco forte, não te parece? Wink

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« Responder #13 em: Qui, 16/06/2005 - 17:23 »

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« Responder #14 em: Qui, 16/06/2005 - 17:55 »

Citação de: "Stormmoon";p="5011"
Posted: Fri 20 May 2005, 20:33   Post subject:  Re: A Wicca

por: Zoe

Tendo chegado agora a este mundo gostaria de saber mais informações obre a OPW? Têm site?




Posted: Fri 20 May 2005, 22:36   Post subject:          

por: NoscereLazuli

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Ola Zoe.
Tudo bem?
Eu nao tenho,nem sei de muitas informaçoes sobre a OPW,de certeza que havera por ca muitas mais pessoas que te poderao ajudar...
Ja agora tambem estou curioso...

BB

Merry Meet,

Já estive registado neste site mas entretanto, julgo que por falta de inactividade, o meu registo foi apagado.

Sou membro da Ordem Portuguesa de Wicca. Não temos site e não sei se chegaremos a ter, é uma coisa que ainda está em discussão.

Entretanto qualquer dúvida que tenham sobre a Ordem, sintam-se à vontade para fazê-la a mim. Se a fizem via e-mail receberão resposta mais rápida, por PM melhor, aqui nos forums demorará sempre mais tempo...
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