Portugal Mágicko
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Autor Tópico: Malleus Maleficarum  (Lida 2570 vezes)
yons
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« em: Ter, 01/03/2005 - 15:53 »

"The Malleus Maleficarum (The Witch Hammer), first published in 1486, is arguably one of the most infamous books ever written, due primarily to its position and regard during the Middle Ages. It served as a guidebook for Inquisitors during the Inquisition, and was designed to aid them in the identification, prosecution, and dispatching of Witches. It set forth, as well, many of the modern misconceptions and fears concerning witches and the influence of witchcraft. The questions, definitions, and accusations it set forth in regard to witches, which were reinforced by its use during the Inquisition, came to be widely regarded as irrefutable truth. Those beliefs are held even today by a majority of Christians in regard to practitioners of the modern “revived” religion of Witchcraft, or Wicca. And while the Malleus itself is largely unknown in modern times, its effects have proved long lasting.

        At the time of the writing of The Malleus Maleficarum, there were many voices within the Christian community (scholars and theologians) who doubted the existence of witches and largely regarded such belief as mere superstition. The authors of the Malleus addressed those voices in no uncertain terms, stating: “Whether the Belief that there are such Beings as Witches is so Essential a Part of the Catholic Faith that Obstinacy to maintain the Opposite Opinion manifestly savours of Heresy.” The immediate, and lasting, popularity of the Malleus essentially silenced those voices. It made very real the threat of one being branded a heretic, simply by virtue of one's questioning of the existence of witches and, thus, the validity of the Inquisition. It set into the general Christian consciousness, for all time, a belief in the existence of witches as a real and valid threat to the Christian world. It is a belief which is held to this day.

        It must be noted that during the Inquisition, few, if any, real, verifiable, witches were ever discovered or tried. Often the very accusation was enough to see one branded a witch, tried by the Inquisitors' Court, and burned alive at the stake. Estimates of the death toll during the Inquisition worldwide range from 600,000 to as high as 9,000,000 (over its 250 year long course); either is a chilling number when one realizes that nearly all of the accused were women, and consisted primarily of outcasts and other suspicious persons. Old women. Midwives. Jews. Poets. Gypsies. Anyone who did not fit within the contemporary view of pieous Christians were suspect, and easily branded "Witch". Usually to devastating effect.

        It must also be noted that the crime of Witchcraft was not the only crime of which one could be accused during the Inquisition. By questioning any part of Catholic belief, one could be branded a heretic. Scientists were branded heretics by virtue of repudiating certain tenets of Christian belief (most notably Galileo, whose theories on the nature of planets and gravitational fields was initially branded heretical). Writers who challenged the Church were arrested for heresy (sometimes formerly accepted writers whose works had become unpopular). Anyone who questioned the validity of any part of Catholic belief did so at their own risk. The Malleus Maleficarum played an important role in bringing such Canonical law into being, as often the charge of heresy carried along with it suspicions of witchcraft.

        It must be remembered that the Malleus is a work of its time. Science had only just begun to make any real advances. At that time nearly any unexplainable illness or malady would often be attributed to magic, and thus the activity of witches. It was a way for ordinary people to make sense of the world around them. The Malleus drew upon those beliefs, and, by its very existence, reinforced them and brought them into the codified belief system of the Catholic Church. In many ways, it could be said that it helped to validate the Inquisition itself.

        While the Malleus itself cannot be blamed for the Inquisition or the horrors inflicted upon mankind by the Inquisitors, it certainly played an important role. Thus has it been said that The Malleus Maleficarum is one of the most blood-soaked works in human history, in that its very existence reinforced and validated Catholic beliefs which led to the prosecution, torture, and murder, of tens of thousands of innocent people.

        The lasting effect of the Malleus upon the world can only be measured in the lives of the hundreds of thousands of men, women, and even children, who suffered, and died, at the hands of the Inquisitors during the Inquisition. At the height of its popularity, The Malleus Maleficarum was surpassed in public notoriety only by The Bible. Its effects were even felt in the New World, where the last gasp of the Inquisition was felt in the English settlements in America (most notably in Salem, Massachusetts during the Salem Witch Trials).

        It is beyond the scope of this article to adequately examine the role of the Malleus in world history, or its lasting effects. At the very least, The Malleus Maleficarum (The Witch Hammer) offers to us an intriguing glimpse into the Medieval mind, and perhaps gives us a taste of what it might have been like to have lived in those times."


Source:http://www.malleusmaleficarum.org/
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Inanna
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« Responder #1 em: Qui, 01/06/2006 - 10:48 »

Bom dia a todos;

O texto muito intressante sobre a caça As Bruxas.

Muito Obrigada
Inanna

Malleus Maleficarum

 

 

     

O Malleus Maleficarum (traduzido para português como Martelo das Feiticeiras ou Martelo das Bruxas) é um livro escrito em 1484 e publicado em 1486 (ou 1487), por dois monges alemães dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger, que se tornou uma espécie de "manual contra a bruxaria". O livro foi amplamente utilizado pelos inquisidores por aproximadamente duzentos e cinqüenta anos, até o fim da Santa Inquisição, e servia para identificar bruxas e os malefícios causados por elas, além dos procedimentos legais para acusá-las e condená-las.

O Malleus Maleficarum traz inúmeras e exageradas descrições e, até certo ponto, apelativas e incoerentes. O livro divide-se em três partes distintas, sendo que cada parte subdivide-se em capítulos chamados de Questões. A primeira parte, que contém dezoito questões, ensina a reconhecer bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes. A segunda parte traz apenas duas ques- tões, mas a primeira está subdividida em dezesseis capítulos e a segunda em oito capítulos. Esta segunda parte expõe os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os detalhadamente, e os métodos para desfazê-los. A terceira e última parte, que contém uma introdução geral e trinta e cinco questões subdivididas, condiciona as formalidades para agir "legalmente" contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las, tanto nos tribunais civis como eclesiásticos.

As teses centrais do Malleus Maleficarum fundamentaram-se na idéia de que o demônio, sob a permissão de Deus, procura fazer o máximo de mal aos homens para apropriar-se de suas almas. Este mal é feito prioritariamente através do corpo, único canal em que o demônio pode predominar. A influência demo- níaca é feita através do controle da sexualidade, e por ela, o demônio se apropria primeiramente do corpo e depois da alma do homem.  Segundo o livro, as mulheres são o maior canal de ação demoníaca.

Ainda, a primeira e mais importante característica descrita no livro, responsável por todo o poder das feiticeiras, é copular com o demônio. Portanto, Satã é o "senhor do prazer". Dessa forma, uma vez obtida a relação com o demônio, as feiticeiras são capazes de desencadear todos os males, especialmente impotência masculina, impossibilidade de livrar-se de paixões desorde- nadas, oferendas de crianças à Satã, abortos, destruição das colheitas, doenças nos animais, entre outros. Porém, no próprio livro é citado que o coito com o demônio não seria exatamente carnal, já que estas criaturas eram espíritos, mas ocorria através de rituais orgíacos.

 

 

O surgimento do Malleus Maleficarum

 

No início do século IX, havia a crença popular sobre existência de bruxos que, através de artifícios sobrenaturais, eram capazes de provocar discórdia, doenças e morte. Por sua vez, a Igreja não aceitava a existência de bruxos e ainda, baseado no Conselho eclesiástico de São Patrício (St. Patrick), afirmava que "um cristão que acreditasse em vampiros, era o mesmo que declarar-se bruxo, confesso ao demônio" e "pessoas com crenças não poderiam ser aceitas pela Igreja a menos que revogue com suas palavras o crime que cometeu".

Na segunda metade do século X já havia penalidades severas para quem fizesse uso de artes mágicas. No século XIV (1326) a Igreja autoriza a Inquisição a investigar os casos de bruxaria. Pouco mais de cem anos depois, em 1430, teólogos cristãos começam a escrever livros que "provam" a existência de bruxos. O livro Formicarius, escrito por Thomas de Brabant, em 1480, aborda a relação entre o homem e a bruxaria.

Em uma sociedade na qual a religiosidade, política, sexualidade e artes estavam interligadas e sob o domínio da Igreja, transgredir as normas de conduta em apenas um desses campos, acarretaria, por conseqüência, numa transgressão generalizada e direta sobre o poder do clero. Dessa forma, sob o papado de Inocêncio VIII, o Malleus Maleficarum nasceu da necessidade que a Igreja Católica tinha de organizar e legitimar suas práticas, principalmente quando relacionadas à Santa Inquisição, que já atuava desde o final do século XII. Até aquele momento, não havia uma referência oficial que abordasse a questão da bruxaria. Fazia-se necessário um documento escrito, aprovado pelo corpo eclesiástico, que tivesse valor legal e determinasse com maior precisão possível, as práticas de feitiçaria e suas respectivas punições.

Heinrich Kramer e James Sprenger, através de uma bula de Inocêncio VIII, foram nomeados inquisidores para que investigassem as práticas de bruxaria nas províncias do norte da Alemanha e incumbidos de produzir a obra que institucionaliza-se e legitima-se a ação da Igreja. Por aproximadamente dois anos, encarregaram-se da produção do espesso trabalho de mais de quatrocentas páginas. Por fim, o Formicarius foi acoplado e passou a fazer parte do tratado eclesiástico intitulado Malleus Maleficarum.  A imprensa, recém surgida, facilitou a divulgação da campanha movida pela Igreja contra as feiticeiras.

 

 

Mulheres & Feiticeiras

 

Tradicionalmente, nas culturas pré-cristãs, a mulher era objeto de adoração e respeito. Era a fonte doadora da vida e símbolo da fertilidade. Porém, mesmo sob a alegação formal de combater a heresia em todas as suas variações, as descrições contidas no Malleus Maleficarum, fundamentadas em conceitos de uma civilização patriarcal, contribuíram para construir uma idéia fantasiosa e infamante sobre as mulheres.

Esta idéia podia ser legitimada através do preceito que Eva surgiu de uma costela torta de Adão. Logo, ocorreu a associação que, conseqüentemente, todas as mulheres não podiam ser retas em sua conduta. Ainda, o pecado original ocorreu através do ato sexual (na metáfora de Adão e Eva comendo maçã) e, assim, a sexualidade era o ponto mais vulnerável do ser humano. Portanto, segundo o livro, "mas a razão natural está em que a mulher é mais carnal do que o homem, o que se evidencia pelas suas muitas abominações carnais".

Desse modo, qualquer mulher que se dispusesse a tratar pequenas enfermidades ou ferimentos com preparados do- mésticos à base de ervas, morasse sozinha e tivesse um animal de estimação (um gato, por exemplo), tivesse com- portamento pernicioso, entre outras alegações superficiais, podia ser acusada de bruxaria.

A tortura, como é sugerida no próprio Malleus Malefi- carum, era o método utilizado para extrair as confissões das supostas bruxas. Aparelhos como A dama de ferro e a Cadeira das Bruxas eram amplamente utilizados. Além de torturas menos sofisticadas, como aquecimento dos pés ou introdução de ferros sob as unhas. Deste modo, a ré passava por tantos suplícios que acabava por admitir as sentenças elaboradas pelo inquisidor.

Ainda, as lendas em torno das supostas bruxas propa- gavam-se entre o povo. Através da ação demoníaca, uma mulher podia ser capaz de se transformar em animais, voar e manipular a vontade, confundir o pensamento e a atitude de outras pessoas. Provocar ereção masculina ou a impotência sexual; além de inibir ou aumentar a libido de suas vítimas. As bruxas, em seus rituais, dançavam nuas nos campos e se alimentavam de fetos e cadáveres.

Atualmente, aos olhos da ciência moderna, principalmente da psicanálise, diversos "sintomas e indícios" de possessão demoníaca descritos no Malleus Maleficarum são apenas disfunções mentais, como histeria e alucinações. O ocorrido em Salem, Nova Inglaterra, no fim do século XVII, é um bom exemplo de histeria coletiva. Ainda sob o olhar dos historiadores modernos, os motivos que levaram à produção do Malleus Maleficarum não são mais que artimanhas políticas com pouca ou nenhuma argumentação religiosa.

De qualquer forma, o Malleus Maleficarum é um produto religioso e político dos mais significativos da Idade Média. Não é possível dissociá-lo do contexto histórico da Santa Inquisição, da Igreja Católica medieval, tampouco dos principais acontecimentos daquela época, como a peste negra, a queda do sistema feudal, a invenção da imprensa e o início da Renascença. Isto porque, de forma direta ou até mesmo contraditória, um acontecimento impacta sobre outro. Assim, o Malleus Maleficarum é mais que um "código penal eclesiástico" utilizado na Idade Média; é um registro fiel do que foi parte do pensamento da Igreja Católica medieval, com uma imensa oposição à figura da mulher e um desejo ensandecido de manter a autoridade política, econômica e religiosa e, desse modo, de todo um contexto deste capítulo da história da humanidade.

Fonte:

Por Spectrum
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« Responder #2 em: Qui, 01/06/2006 - 20:26 »

ah-ah! bem me parecia que tinha visto essas palavras algures, há pouco tempo!

(tou a reler o código daVinci... =P)
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« Responder #3 em: Sab, 03/06/2006 - 13:52 »

é dificil imaginar o sufoco que mulheres e homens passaram nessa altura.. as torturas eram desumanas e a pressao psicologica mais que muita, o medo e a opressao eram eminentes numa sociedade em que matar e condenar era soluçao mais facil para impor uma crença universal , neste site encontraram algumas das centenas de torturas fisicas mais aplicadas na epoca :

http://www.projectokarnayna.com/cristortura.htm
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hhandrade
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« Responder #4 em: Qui, 12/04/2007 - 23:47 »

Boa noite, por acaso sabem onde posso encontrar aqui na net, uma cópia em Português do Malleus Maleficarum?

Bençãos
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« Responder #5 em: Sab, 14/04/2007 - 19:02 »

Saudaçoes!
Começando por aqui...não vou referir-me directamente ao livro e sua estrutura ,mas a aspectos que pareçem indirectamente ligados a ele.
Refiro-me a perseguiçoes á pessoa humana e que de tempos a tempos eclodem nas sociedades com as conhecidas consequencias.
Assim,e fazendo um pouco de historia,todos conhecemos a "caça"aos Judeus quando estes se sublevaram no ano 70 d.c.
A martirização de Cristãos e outros grupos sectarios(sim,porque a perseguição não foi só a cristãos nem foram os unicos para pasto dos leoes,os adeptos de Isis também foram),já no periodo prédecadente do imperio Romano
Posteriormente a Cristianização forçada da maioria dos povos Europeus e a repressão como exemplo para os mais renitentes,fazendo-os pensar que seus costumes provocariam a ira divina.
A Idade media foi toda ela palco de  problemas sociais relaçionadas com o fim de antigas estruturas siciais,o feudalismo,mas também  e PRINCIPALMENTE pestes e a fome durante largos periodos de tempo
Como e pensamento mediaval advindo do pensamento de alguns doutores da Igreja,refiro-me a Santo Agostinho que advogava que só a Fé unilateral era o suficiente para a Salvaçao.Tudo que era materia de reflexão e que se afastava  do pensamento Aristotélico era blasfemia.
Em larga medida era a falta de  espirito critico que não procurava respostas a causas naturais ,que propiciavam a ideia de que as pestes e as sucessivas más colheitas eram o castigo de Deus por permitirem nas suas comunidades pessoas ,quiçá,hereges e  que pensavam de forma diferente.
Nos tempos modernos ,em momentos de crise social,lá estão outros a "pagar as favas".
Resumindo...Nestes exemplos temos um denominador comum e estes são e problemas de ordem social.
Em momentos em que se advêm carençias que afetam o normal curso das actividades humanas
alguem vai servir de Bode Espiatorio.
O poder instintivo por ser cego,quando se sente ameaçado,e se não existir para contrabalançar a luz e o poder da cultura que nos deve unir como familia humana e nos  retira do fanatismo e das irracionalidades em geral provoca ,fogueiras ,arenas de carne humana,atrocidades variadas,vejam o que se passa no Darfur actualmente...
Só que ainda não aprendemos....quem serão os martires do futuro?!!!
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É no ponto central entre o esquadro da RAZÃO e o Compasso a INTUIÇÃO que está tudo o que se perdeu.
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« Responder #6 em: Dom, 15/04/2007 - 01:57 »

Não conheço nenhuma cópia em Português...

Concordo contigo Mysterium Coniunctionis, aliás vi há uns tempos no canal história um programa da BBC que ilustra precisamente a caça aos judeus durante a idade média, e até ao séc XX
Incrivel como esse dogma religioso influenciou o rumo por exemplo, da alemanha nazi de Hitler contra os judeus.
Associaram Judas o apóstolo traidor, ao povo judeu e criaram-lhes ódio por isso.

Pensando na tua interrogação, sobre quem serão os próximos martires...
Não me parece muito difícil de adivinhar, dadas as circunstâncias da actualidade, e mais uma vez fruto de religiões. Ou somos nós ocidentais, ou os islâmicos...
É só acompanhar a situação no medio oriente, e em Israel.

Os Israelitas querem deitar abaixo a 3ª mesquita mais santa do mundo islâmico em jerusalem, a mesquita da cúpula dourada, para procurarem a arca da aliança, entre outras coisas.
Supôe-se que só depois disso virá o messias...

Entretanto os islâmicos radicais, que já pegam fogo ás embaixadas por causa de simples caricaturas de jornal, já avisaram que a destruição daquela mesquita é provavelmente o melhor candidato ao início da III guerra mundial...

ás vezes penso se não seria melhor sermos todos ateus,  Shocked
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« Responder #7 em: Sex, 06/07/2007 - 16:52 »

Pois... concordo com o Storm. Não quanto à parte dos ateus mas quanto ao resto.
De facto os islamicos têm 1 posição muito hipocrita quanto as coisas.
Nos vamos la e eles querem que sigamos as suas tradiçoes. ok
Eles vêm para ca e querem o mesmo. No *****!
E sou uma pessoa com 1opiniao radical quanto a isso, apesar de ter 2s colegas islamicos (ate sao bons rapazes, mas tambem nao se deve generalizar... ne?) acho que se eles quiserem guerra... Da-mos-lhes guerra! Israel pode cantar: "I stand alone" porque esta ali no meio e aguenta-se. Com a ajuda de todos os outros paises (que já agora têm um poderio bélico superior) era uma WW3 não muito comprida. Eu quero e vou para o exército e se tivesse que lutar nessa guerra, assim seria!
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« Responder #8 em: Sex, 26/03/2010 - 14:31 »



http://www.dhnet.org.br/dados/livros/memoria/mundo/feiticeira/introducao.html

A traduçao ( download) do Malleus Maleficarum em castelhano (espanhol) está disponível, por Spectrum, no site abaixo:

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/livros/malleus.htm



É sempre bom ressaltar, que é uma obra nítidamente de anti-propaganda , fictícia e extremamente preconceituosa. Mentirosa. Um exemplo de que uma mentira quando repetida à exaustão, se torna verdade ( Sic).

Malleus Maleficarum
 
 

O Malleus Maleficarum foi criado em 1486 por H. Kramer e Jacob Sprenger, ambos membros da Ordem Dominicana e Inquisidores da Igreja Católica.

A obra acabou sendo sancionada como um instrumento de inquisitório contra bruxarias e heresias, através da bula papal

Summis desiderantes affectibus

promulgada a 5 Dezembro 1486 pelo Papa Inocêncio VIII.

Foi através desta histórica bula papal, que a igreja reconhece a existência das bruxas e da bruxaria, assim como concedeu autorização para que os praticantes de bruxaria fossem perseguidos e eliminados. E assim, inaugurou-se a sangrenta caça ás bruxas que durou séculos e foi responsável por um autêntico genocídio de mulheres e homens em todas as latitudes do continente Europeu, chegando mesmo a afectar os inícios da história norte Americana.

 



O Malleus Maleficarum disserta sobre os três elementos fundamentais á concretização da bruxaria, sendo eles:

 

I

A existência de uma bruxa

II

A ajuda do demónio na persecução das intenções da bruxa

III

A permissão de Deus para que tais actos possam ocorrer

 



O Malleus Maleficarum, é por isso um tratado sobre bruxaria, (identificando o fenómeno, assim como dissertando sobre os meios de o reprimir), que se encontra dividido em três secções, sendo estas:
Secção I

A primeira secção refuta a negação da existência da bruxaria, alegando que a mesma é uma realidade que embora invisivel é porem tangível e capaz de ter efeitos muito claros na vida das pessoas.( Consulte: como funciona a bruxaria)

Nesta secção, defende-se a existência do Diabo e toda a realidade demoníaca, afirmando que o demónio tem o poder de fazer grandiosos prodígios, assim como declarando que as bruxas existem para auxiliar os demónios a concretizarem os seus actos. (Consulte: Dicionário de Demónios) Curiosamente, é declarado que as bruxas apenas podem realizar os seus feitos mágicos, se auxiliadas pelo Diabo e com a permissão de Deus.

Neste capítulo, é também esclarecido que terreno mais fértil e o mais poderoso favorecedor do poder do diabo é a sexualidade. Por isso, é afirmado que a mulher é mais passível de ser bruxa, pois o diabo tende a preferir corromper belas mulheres que gostam da ardência do prazer sexual. O vício sexual de belas mulheres é por isso a porta preferida do diabo para entrar neste mundo e recrutar as suas servas, ou seja: as bruxas. Assim, mulheres livres e libertinas tinham relações sexuais com o diabo, pagando dessa forma como seu corpo a entrada no reino infernal e tornando-se dessa forma bruxas, adquirindo o seu poder sobrenatural por via da carnalidade, comprando-o com uma forma de prostituição demoníaca. Citando o Malleus Maleficarum, assim está escrito nesta I secção :

«toda a bruxaria nasce da luxúria carnal, que nas mulheres [ libertinas e viciadas no prazer sexual ]  é insaciável».

 

Secção II

A segunda secção, descreve as formas de bruxaria que existem, assim como os remédios existentes para a combater.

Nesta secção II do Malleus Maleficarum, os autores debruçam-se sobre a prática da bruxaria através da análise de casos concretos. Nesta secção dão analisados os poderes sobrenaturais das bruxas, assim como as técnicas de recrutamento de novas bruxas. Segundo esta secção, não é o Diabo que recruta directamente as suas servas neste mundo, mas antes são as bruxas que desempenham essa tarefa pelo Diabo, ou ao serviço do demónio. As técnicas de recrutamento resumem-se a 2 estratégias:

I

Fazer com as coisas corram de tal forma mal na vida de uma mulher, que ela é levada a consultar uma bruxa. Ao faze-lo, cai na teia da bruxa, que assim a vai seduzindo, ou com as delicias do sexo, ou com o fascínio dos poderes das trevas, ate que a vitima se transforme numa bruxa por via da livre aceitação de um pacto demoníaco. ( consulte: Bruxas e Demonios)

II

Introduzir jovens e belas mulheres, (servas do Diabo), ou belos demónios em forma humana na vida de uma mulher, de forma a faze-la gradualmente cair da tentação carnal e subsequentemente a ceder ao caminho das trevas.

 

Esta secção II também revela como é que as bruxas lançam feitiços e encantamentos, assim como os remédios que podem proteger contra tais fenómenos mágicos.

 

Secção III

A terceira secção  destina-se a auxiliar os juízes inquisitórios na sua tarefa de identificar bruxas e combater o fenómeno da bruxaria.

Esta secção III é a parte jurídica do tratado, ou seja:

descreve como identificar e acusar uma bruxa. Os argumentos acusatórios são claramente expostos como um guia pratico para consulta dos magistrados da Santa Inquisição, facultando passo a passo um manual instrutório  que diz como se realizar um processo de julgamento de uma bruxa, desde o momento da recolha de provas para fins da acusação formal sobre bruxaria, aos métodos de interrogatório da bruxa e testemunhas, ate à formulação da acusação  e consequente julgamento.

 

 

Em resumo:

O sangue da própria bruxa assinando um contrato demoníaco, bem como a relação carnal com o Diabo através do qual a liturgia infernal é praticada para outorgar o pacto infernal, são os meios descritos e através dos quais se jurava obediência a Satanás, ao passo que se renegava Deus e em suma se entregava a alma ao demónio para adquirir poderes sobrenaturais de bruxaria.
 
Aquela pessoa que se entregava ao demónio, era marcada pelo Diabo. A esse sinal, chamava-se a «marca da bruxa», ou a «marca de Caim».

Essa marca corporal confirma que a bruxa é na verdade uma bruxa. A marca não pode ser um sinal de nascença, mas sim algo adquirido no momento em que o Diabo assume poder sobre essa pessoa, ou escolheu essa pessoa para ser seu servo e sacerdote.

 A «marca» é deixada pelo demónio no corpo da bruxa como forma de assinalar a obediência dessa pessoa para com o Diabo.

A «Marca» é criada de diversas formas: ou pelas garras do Diabo ao passar pela carne do seu servo, ou pela língua do Diabo que tocando o individuo, lhe deixa a marca demoníaca. A «marca» pode-se manifestar em diversas formas: Uma verruga, uma cicatriz, um sinal, e especialmente um pedaço de pele totalmente insensível.

As teses ocultistas mais actuais, tendem a identificar esta «marca do Diabo» não como um sinal físico presente no corpo da bruxa, mas antes como um «sinal» marcado na alma da bruxa, ou seja: o seu «nome espiritual», o nome com que bruxa viverá depois do pacto com o Diabo, e com o qual fará as suas bruxarias.

O «nome espiritual» é o nome que o demónio concede a uma bruxa quando ela outorga o seu pacto infernal, e é a «marca» que identificará para sempre essa pessoa diante do Diabo, da mesma forma que o «nome de baptismo» Cristão identifica uma pessoa diante de Deus.

Assim, se o «nome de Baptismo» identifica uma pessoa diante de Deus, o «nome demoníaco» é o «sinal» por via do qual uma pessoa se identifica perante o demónio.
 
Ao ser baptizado por Deus, recebe-se um nome, e ao ser «baptizado» pelo Diabo, recebe-se outro.
 
Os autores de «Malleus Maleficarum», ( Jacob Sprenger e Heinrich Kramer – Sec XV),  descreviam as relações carnais entre demónios e bruxas, não como um acto de amor, mas antes como um mero processo por via do qual um pacto demoníaco era firmado.
 
A carnalidade era uma parte do compromisso que os homens e mulheres assumiam aquando da celebração do seu pacto com o Diabo.
 

O objectivo da carnalidade era venerar o demónio, submetendo-se ao Diabo e assim concedendo ao espírito impuro tudo aquilo que esse pedisse. Pois se o padre se submete a Deus pela elevação espiritual, o bruxo submetia-se ao Diabo pela submissão carnal.
 
Muitos teólogos Cristãos apoiaram esta ideia de submissão ao demónio pela carnalidade, ao passo que outros , ( como Pierre de Rostegny), afirmavam que Satanás preferia tentar mulheres casadas, uma vez que dessa forma ao possuir uma mulher casada estaria não só induzindo-a ao pecado da luxúria, como ao mesmo acrescentando á lista de pecados cometidos: o adultério. Pelo adultério praticado com um demónio a mulher tornar-se-ia bruxa, sendo que se o seu marido colaborasse com este atentado contra o sagrado matrimónio de Deus, poder-se-ia também tornar bruxo, pois não só se humilhava e submetia perante o Diabo, ( como seu servo, oferendando-lhe a sua própria mulher e permitindo que o matrimónio fosse corrompido), como também tinha compactuado com a pratica da violação de um dos mais sagrados votos Cristãos: a inviolabilidade santo matrimónio celebrado aos olhos de Deus. Se mulher, ( ou ate mesmo marido),  se submetessem a esta perversão, permitindo que o Diabo passasse a ser senhor de um lar que antes tinha sido consagrado a Deus, estavam geradas as condições para a celebração  de um pacto demoníaco. O princípio ideológico que estava por detrás destas teses e que suportava este tipo de pensamento teológico, perdurou durante séculos nas sociedades cristianizadas.

A verdade é que ate há bem pouco tempo, o Divorcio Civil não era reconhecido pela Igreja Católica, que considerava que aquilo que foi unido por Deus, jamais poderia ser separado pela Lei do homem.

 

Teólogos defensores das visões mais ortodoxas ou extremistas, tendiam a ver os casamentos que realizados após um divorcio civil,  se seguiam assim a um casamento celebrado aos olhos de Deus, como uma «ilegalidade espiritual», uma quebra de votos sagrados perante Deus que faziam a pessoa cair no pecado - pecado da fornicação e do adultério – Consequentemente aquelas pessoas que assim agiam,  estariam caindo nos caminhos do demónio, vivendo em pecado e assim estando abertas á influencia demoníaca.

 

 

 

Exemplos atestados e comprovados de Pactos com o Demónio ao longo da história, existem e encontram-se documentados.

Eis alguns exemplos:

1

Em 1664 uma bruxa de nome Elisabeth Style confessou em tribunal ter realizado um pacto com Satanás, e que fora por via desse facto que ela houvera conseguido riquezas e um vida faustosa.

 

2

Em 1616, uma bruxa de nome Stevenote de Audebert, apresentou em tribunal prova de u pacto com o Diabo: ela revelou um contrato escrito por via do qual ela havia realizado um pacto demoníaco.

 

3

Wm 1634, soube-se que um poderoso mago de nome, Urbain,  cujos os feitos mágicos eram temidos e reconhecidos, havia outorgado um contrato demoníaco. O documento ainda se encontra arquivado na Biblioteca Nacional em Paris, França.

 

4

Também na Biblioteca de Upsala, encontra-se arquivado o contrato por via do qual um estudante de nome D. Saltherius realizou um pacto demoníaco. O seu pedido foi satisfeito, pois ele conseguiu alcançar a posição profissional que desejava numa famosa universidade Alemã.

 

5

Theophilus de Adana, ( Sec VI d.C.), também procurou um bruxo e realizou um pacto com o Diabo, por via do qual conseguiu alcançar a elevada posição de Bispo. Um famoso quadro de Michael Pecher , ( 1430-1498), denominado «Augustinus und der Teufel», ( obra de 1471),  retrata precisamente este pacto demoniaco.

 Fonte:  http://www.magianegra.com.pt/malleus_maleficarum.htm


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